terça-feira, 10 de novembro de 2009

Espaço MédicoDra. Mayana ZatzClonagem e Células-TroncoO QUE É CLONAGEM? Clonagem é um mecanismo comum de propagação da espécie em plantas ou bactérias. De acordo com Webber (1903), o clone é definido como uma população de moléculas, células ou organismos que se originaram de uma única célula e que são idênticas à célula original e entre si. Em humanos, clones naturais são os gêmeos idênticos que se originam da divisão de um único óvulo fertilizado. A grande revolução que a Dolly provocou abriu caminho para a possibilidade de clonagem humana. Pela primeira vez, ficou patente que era possível clonar um mamífero, isto é, produzir uma cópia geneticamente idêntica a partir de uma célula somática diferenciada. Para entendermos por que essa experiência foi surpreendente, precisamos recordar um pouco de embriologia. Todos nós já fomos uma célula única, resultante da fusão de um óvulo com um espermatozóide. Essa primeira célula já tem, em seu núcleo, o DNA com toda a informação genética necessária para gerar um novo ser. Nas células, o DNA fica extremamente condensado e organizado em cromossomos. Com exceção das nossas células sexuais, o óvulo e o espermatozóide que têm 23 cromossomos, todas as outras células do nosso corpo têm 46 cromossomos. Em cada uma delas, existem 22 pares que são iguais nos dois sexos, os chamados autossomos, e um par de cromossomos sexuais : XX no sexo feminino e XY no sexo masculino. As células com 46 cromossomos são chamadas células somáticas. Voltemos agora a nossa primeira célula resultante da fusão do óvulo e do espermatozóide. Logo após a fecundação, ela começa a dividir-se: uma célula em duas, duas em quatro, quatro em oito e assim por diante. Pelo menos até a fase de 8 células, cada uma delas é capaz de desenvolver-se num ser humano completo. Por isso, são chamadas de totipotentes. Na fase de 8 a 16 células, as células do embrião se diferenciam em dois grupos: um grupo de células externas, que vão originar a placenta e os anexos embrionários, e uma massa de células internas que vai originar o embrião propriamente dito. Setenta e duas horas depois da fecundação, esse embrião agora com cerca de 100 células passa a ser chamado de blastocisto. É nessa fase que ocorre sua implantação na cavidade uterina. As células internas do blastocisto que vão originar as centenas de tecidos que compõem o corpo humano são chamadas de células-tronco embrionárias pluripotentes. Num dado momento, porém, as células somáticas, que até então eram todas iguais, começam a diferenciar-se nos vários tecidos que vão compor o organismo: sangue, fígado, músculos, cérebro, ossos, etc... Os genes que controlam essa diferenciação e o processo pelo qual isso ocorre ainda é um mistério. O que sabemos é que, uma vez diferenciadas, as células somáticas perdem a capacidade de originar qualquer tecido. As descendentes de uma célula diferenciada vão manter as mesmas características daquela que as originou, isto é, células de fígado vão originar células de fígado, células musculares vão originar células musculares e assim por diante. Apesar do número de genes e do DNA serem iguais em todas as células do nosso corpo, nas células somáticas diferenciadas, os genes se expressam de maneira diferente em cada tecido, isto é, a expressão gênica é específica para cada tecido. Com exceção dos genes responsáveis pela manutenção do metabolismo celular (“housekeeping genes”) que se mantêm ativos em todas as células do organismo, só irão funcionar em cada tecido ou órgão os genes importantes para sua manutenção. Os outros se mantêm “silenciados” ou inativos. O PROCESSO DE CLONAGEM REPRODUTIVA A grande notícia que a Dolly trouxe consigo foi justamente a descoberta de que uma célula somática de mamífero, já diferenciada, poderia ser reprogramada ao estágio inicial e voltar a ser totipotente. Isso foi conseguido transferindo o núcleo de uma célula somática da glândula mamária da ovelha que originou Dolly para um óvulo enucleado que, surpreendentemente, começou a comportar-se como um óvulo recém-fecundado por um espermatozóide. Isso provavelmente ocorreu porque o óvulo, quando fecundado, tem mecanismos - para nós ainda desconhecidos - para reprogramar o DNA de modo a tornar todos os seus genes novamente ativos, o que ocorre no processo normal de fertilização. Para obtenção de um clone, o óvulo enucleado para o qual foi transferido o núcleo da célula somática foi inserido no útero de outra ovelha. No caso da clonagem humana reprodutiva, a proposta seria retirar-se o núcleo de uma célula somática, que teoricamente poderia ser de qualquer tecido de uma criança ou de um adulto, inserir esse núcleo em um óvulo e implantá-lo num útero (que funcionaria como barriga de aluguel). Se esse óvulo conseguir desenvolver-se, teremos um novo ser com as mesmas características físicas da criança ou do adulto de quem foi retirada a célula somática. Seria como um gêmeo idêntico nascido posteriormente. Já sabemos que não é um processo fácil. Dolly só nasceu depois de 276 tentativas que fracassaram. Além disso, dentre as 277 células “da mãe de Dolly“ que foram inseridas num óvulo sem núcleo, 90% não alcançaram nem o estágio de blastocisto. A tentativa posterior de clonar outros mamíferos, tais como camundongos, porcos, bezerros, um cavalo e um veado, também tem mostrado eficiência muito baixa e proporção muito grande de abortos e embriões malformados. Penta, a primeira bezerra brasileira clonada a partir de uma célula somática adulta, em 2002, morreu com um pouco mais de um mês. Ainda em 2002, foi anunciada a clonagem do “copycat” o primeiro gato de estimação clonado a partir de uma célula somática adulta. Para isso, foram utilizados 188 óvulos que geraram 87 embriões e apenas um animal vivo. Na realidade, experiências recentes, com diferentes modelos animais têm mostrado que a reprogramação dos genes para o estágio embrionário, processo que originou Dolly, é extremamente difícil. O grupo liderado por Ian Wilmut, cientista escocês que se tornou famoso por essa experiência, afirma que praticamente todos os animais clonados nos últimos anos a partir de células não embrionárias estão com problemas (Rhind , 2003). Entre os diferentes defeitos observados nos pouquíssimos animais que nasceram vivos após inúmeras tentativas, observam-se placentas anormais, gigantismo em ovelhas e gado, defeitos cardíacos em porcos, problemas pulmonares em vacas, ovelhas e porcos, problemas imunológicos, falha na produção de leucócitos, defeitos musculares em carneiros. De acordo com Hochedlinger e Jaenisch (2003), os avanços recentes em clonagem reprodutiva permitem quatro conclusões importantes: 1) a maioria dos clones morre no início da gestação; 2) os animais clonados têm defeitos e anormalidades semelhantes independentemente da célula doadora ou da espécie ; 3) essas anormalidades provavelmente ocorrem por falhas na reprogramação do genoma; 4) a eficiência da clonagem depende do estágio de diferenciação da célula doadora. De fato, a clonagem reprodutiva a partir de células embrionárias têm mostrado uma eficiência de 10 a 20 vezes maior provavelmente porque os genes que são fundamentais no início da embriogênese estão ainda ativos no genoma da célula doadora. (Hochedlinger e Jaenisch, 2003) É interessante que, dentre todos os mamíferos que já foram clonados, a eficiência é um pouco maior em bezerros (cerca de 10% a 15%). Por outro lado, um fato intrigante é que ainda não se tem notícia de macaco ou cachorro que tenha sido clonado. Talvez seja por isso que a cientista inglesa Ann McLaren afirme que as falhas na reprogramação do núcleo somático possam constituir uma barreira intransponível para a clonagem humana. Mesmo assim, pessoas como o médico italiano Antinori ou a seita dos raelianos defendem a clonagem humana, procedimento que tem sido proibido em todos os países. Na realidade, em documento assinado em 2003, as academias de ciências de 63 países, inclusive do Brasil, pedem o banimento da clonagem reprodutiva humana. O fato é que a simples possibilidade de clonar humanos tem suscitado discussões éticas em todos os segmentos da sociedade. Por que clonar? Quem deveria ser clonado ? Quem iria decidir? Quem será o pai ou a mãe do clone? O que fazer com os clones que nascerem defeituosos?, são questões sempre em pauta. Na verdade, o maior problema ético atual é o enorme risco biológico associado à clonagem reprodutiva. No meu entender, seria a mesma coisa que discutir os prós e os contras da liberação de uma medicação nova, cujos efeitos são devastadores e ainda totalmente incontroláveis . Apesar de todos os argumentos contra a clonagem humana reprodutiva, experiências com animais clonados têm-nos ensinado muito acerca do funcionamento celular. Por outro lado, a tecnologia de transferência de núcleo para fins terapêuticos, a chamada clonagem terapêutica, poderá ser extremamente útil para obtenção de células-tronco. A TÉCNICA DE CLONAGEM TERAPÊUTICA PARA OBTENÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO Se pegarmos o óvulo cujo núcleo foi substituído pelo núcleo de uma célula somática e, em vez de inseri-lo em um útero, deixarmos que ele se divida no laboratório, teremos a possibilidade de usar essas células, que na fase de blastocisto são pluripotentes, para fabricar diferentes tecidos. Isso abrirá perspectivas fantásticas para futuros tratamentos porque, hoje, só se consegue cultivar em laboratório células com as mesmas características do tecido de onde foram retiradas. É importante que as pessoas entendam que, na clonagem para fins terapêuticos, serão gerados apenas tecidos, em laboratório, sem implantação do óvulo no útero. Não se trata de clonar um feto até alguns meses dentro do útero para depois retirar-lhe os órgãos, como alguns acreditam. Também não há por que chamar esse óvulo, após a transferência de núcleo, de embrião porque ele nunca terá esse destino. Pesquisa publicada na revista Science, por um grupo de cientistas coreanos (Hwang e col, 2004) confirmou a possibilidade de obter células-tronco pluripotentes a partir da técnica de clonagem terapêutica ou transferência de núcleos (TN). O trabalho foi feito graças a participação de 16 mulheres voluntárias que doaram ao todo 242 óvulos e células cumulus (células que ficam ao redor dos óvulos) para contribuir com pesquisas visando à clonagem terapêutica. As células cumulus, que já são diferenciadas, foram transferidas para os óvulos dos quais haviam sido retirados os núcleos. De todos eles, 25% conseguiram dividir-se e chegar ao estágio de blastocisto, portanto capazes de produzir linhagens de células-tronco pluripotentes. A clonagem terapêutica teria a vantagem de evitar rejeição se o doador fosse a própria pessoa. Seria o caso, por exemplo, de reconstituir a medula em alguém que se tornou paraplégico após um acidente ou para substituir o tecido cardíaco comprometido por um infarto. Entretanto, essa técnica tem limitações. No caso dos afetados por doenças genéticas, o doador não poderia ser a própria pessoa, pois a mutação patogênica causadora da doença está presente em todas as células. Usar linhagens de células-tronco embrionárias de outra pessoa pode provocar o problema da compatibilidade entre o doador e o receptor. Seria o caso, por exemplo, de um indivíduo afetado por distrofia muscular progressiva que necessita substituir tecido muscular. Ele não poderia utilizar-se de suas próprias células-tronco, mas teria de recorrer a um doador compatível, eventualmente, um parente próximo. Além disso, não sabemos se as células obtidas de uma pessoa idosa com doença de Alzheimer, por exemplo, uma vez clonadas, teriam a mesma idade do doador ou seriam células jovens. Outra questão em aberto seria a reprogramação dos genes que poderiam inviabilizar o processo, dependendo do tecido ou do órgão a ser substituído. Em resumo, por mais que sejamos favoráveis à clonagem terapêutica, trata-se de uma tecnologia que necessita de muita pesquisa antes de ser aplicada no tratamento clínico. Por esse motivo, a mais curto prazo, a grande esperança para terapia celular vem da utilização de células-tronco de outras fontes. TERAPIA CELULAR COM OUTRAS FONTES DE CÉLULAS-TRONCO A ) indivíduos adultos Existem células-tronco em vários tecidos (medula óssea, sangue, fígado) de crianças e adultos. Entretanto, a quantidade é pequena e não sabemos ainda em que tecidos são capazes de diferenciar-se. Pesquisas recentes mostraram que células-tronco retiradas da medula de indivíduos com problemas cardíacos foram capazes de reconstituir o músculo do seu coração, o que abre perspectivas fantásticas para o tratamento de problemas cardíacos. A maior limitação dessa técnica - autotransplante -, porém, é não servir para portadores de doenças genéticas. É importante lembrar que as doenças genéticas afetam entre 3% e 4% das crianças que nascem, ou seja, mais de 5 milhões de brasileiros, se considerarmos uma população de 170 milhões de habitantes. É verdade que nem todas as doenças genéticas poderiam ser tratadas com células-tronco, mas, se pensarmos somente nas doenças neuromusculares degenerativas que afetam uma em cada 1000 pessoas, estaremos falando em quase 200.000 pacientes. b) cordão umbilical e placenta Pesquisas recentes vêm mostrando que o sangue do cordão umbilical e da placenta são ricos em células-tronco. Entretanto, também não sabemos ainda qual é o potencial de diferenciação dessas células em diferentes tecidos. Se as pesquisas com células-tronco de cordão umbilical derem os resultados esperados, isto é, se as células-tronco forem realmente capazes de regenerar tecidos ou órgãos, essa será certamente uma notícia fantástica porque não envolve questões éticas. Ainda assim, porém, teremos de resolver o problema de compatibilidade entre as células-tronco do cordão doador e o receptor. Para tanto, será necessário criar, com a maior urgência, bancos de cordão públicos à semelhança dos bancos de sangue, porque se sabe que quanto maior o número de amostras de cordão em um banco, maior a chance de achar um doador compatível. Experiências recentes já demonstraram que o sangue do cordão umbilical é o melhor material para substituir a medula em casos de leucemia. Por isso, a criação dos bancos de cordão é prioridade que se justificaria somente pelo fato de servirem de base para o tratamento de doenças sangüíneas, mesmo antes de serem confirmados os resultados de outras pesquisas. c) Células embrionárias Se as células-tronco de cordão tiverem a potencialidade desejada, a alternativa será o uso de células-tronco embrionárias obtidas de embriões não utilizados e que são descartados em clínicas de fertilização. Opositores ao uso de células embrionárias para fins terapêuticos argumentam que isso poderia gerar um comércio de óvulos ou que “embriões humanos” seriam destruídos e não é ético destruir uma vida para salvar outra. ASPECTOS ÉTICOS Apesar desses argumentos, o uso de células-tronco embrionárias para fins terapêuticos, obtidas tanto pela transferência de núcleo como de embriões descartados em clínicas de fertilização, é defendido por todos aqueles, e são muitos, que poderão beneficiar-se com a aplicação dessa técnica e pela maioria dos cientistas. As 63 academias de ciência do mundo, que se posicionaram contra a clonagem reprodutiva, defendem as pesquisas com células embrionárias para fins terapêuticos. Em relação aos que acham que a clonagem terapêutica pode abrir caminho para clonagem reprodutiva, devemos lembrar que existe uma diferença intransponível entre os dois procedimentos: a implantação e a não implantação em um útero humano. Basta proibir a implantação no útero! Se pensarmos que qualquer célula humana pode ser teoricamente clonada e gerar um novo ser, poderemos chegar ao exagero de achar que toda vez que tiramos a cutícula ou arrancamos um fio de cabelo, estamos destruindo uma vida humana em potencial. Afinal, o núcleo de uma célula da cutícula poderia ser colocado em um óvulo enucleado, inserido em um útero e gerar uma nova vida! Por outro lado, a cultura de tecidos é prática comum em laboratório, apoiada por todos. A única diferença, no caso, seria o uso de óvulos (quando não fecundados são apenas células) que permitiriam a produção de qualquer tecido no laboratório. Ou seja, em vez de poder produzir apenas um tipo de tecido, já especializado, o uso de óvulos permitiria fabricar qualquer tipo de tecido. O que há de antiético nisso? Quanto ao comércio de óvulos, não seria a mesma coisa do que já ocorre com o transplante de órgãos? Não é mais fácil doar um óvulo do que um rim? Cada um de nós pode fazer a si próprio esta pergunta: “Eu doaria um óvulo para ajudar alguém ? Para salvar uma vida?”. No que se refere à destruição de “embriões humanos”, novamente devemos lembrar que estamos falando de cultivar tecidos ou, futuramente, órgãos a partir de embriões que são normalmente descartados e que nunca serão inseridos em um útero. Sabemos que 90% dos embriões gerados em clínicas de fertilização e inseridos num útero nas melhores condições possíveis não geram vida. Além disso, um trabalho recente (Mitalipova et al., 2003) mostrou que células obtidas de embriões de má qualidade, que não teriam potencial para gerar uma vida, mantêm a capacidade de gerar linhagens de células-tronco embrionárias e, portanto, de gerar tecidos. Em resumo, é justo deixar morrer uma criança ou um jovem afetado por uma doença neuromuscular letal para preservar um embrião cujo destino é o lixo? Um embrião que, mesmo implantado em um útero, teria potencial baixíssimo de gerar um indivíduo? Ao usar células-tronco embrionárias para regenerar tecidos em uma pessoa condenada por uma doença letal, na realidade não estamos criando vida? Isso não é comparável ao que se faz hoje nos transplantes, quando se retira os órgãos de uma pessoa com morte cerebral (mas que poderia permanecer em vida vegetativa indefinidamente)? É extremamente importante que as pessoas entendam a diferença entre clonagem humana, clonagem terapêutica e terapia celular com células-tronco embrionárias antes de assumir uma posição contrária. Por outro lado, também não podemos acreditar que as células-tronco sejam capazes de curar todas as doenças humanas. As pesquisas que estão se iniciando agora serão fundamentais para responder inúmeras questões sobre o potencial das células-tronco adultas em comparação com o das embrionárias, sobre as doenças que poderão ser tratadas e quais serão os benefícios e riscos da terapia celular. REFERÊNCIAS Hochedlinger K, Jaenish R (2003): Nuclear transplantation, embryonic stem cells and the potential for cell therapy. N. Engl. Journal of Medicine 349:275-212 Mitalipova M, Calhoun J, Shin S, Wininger D et al. (2003): Human embryonic stem cells lines derived from discarded embryos. Stem cells 21:521-526 Rhind SM, Taylor JE, De Sousa PA, King TUI, McGarry M, Wilmut I (2003): Human Cloning: can it be made safe? Nature reviews 4:855-864 Hwang SW, Ryu YJ, Park JH, Park ES, Lee EG, Koo JM et al. (2004) : Evdence of a plurpotent embryonic stem cell line derived from a cloned blastocyst. Scienceexpress: !2 de fevereiro
Estrutura Curricular Curso de Medicina
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Medicina
Projeto Famema
Currículo do Curso de Medicina
Semana Típica

Grade curricular, Curso de Medicina, Famema, 2008
1ª série
Necessidades de Saúde 1
Unidade de Prática Profissional 1
2ª série
Necessidades de Saúde 2
Unidade Educacional Eletiva
Unidade de Prática Profissional 2
3ª série
Necessidades de Saúde 3
Unidade Educacional Eletiva
Necessidades de Saúde 3
Unidade de Prática Profissional 3
Unidade de Prática Profissional 3
4ª série
Unidade Educacional Eletiva
Atenção às necessidades de saúde do indivíduo, família e comunidade, no modelo de vigilância à saúde
Unidade de Prática Profissional 4
5ª série
Saúde do Adulto I
Saúde Materno- Infantil I
Unidade Educacional Eletiva *
6ª série
Saúde do Adulto II
Saúde Materno- Infantil II
Unidade Educacional Eletiva *
* A Unidade Educacional Eletiva ocorre em diferentes períodos ao longo do ano para cada grupo de estudantes.
Dados fornecidos pelo Curso de MedicinaÚltima modificação: 15/10/2008







CURRÍCULO PLENO DO CURSO DE GRADUAÇÃO MÉDICA1ª a 4ª SÉRIE
Matérias
Disciplinas e Subdisciplinas
C.H Anual
1ª Série
2ª Série
3ª Série
4ª Série
1-Ciências Morfológicas e Biologia
1.Anatomia I
432
432




2.Anatomia II
80

80


3.Histologia
288
288



4.Genética
64




2-Patologia
5.Genética Clínica
80

80



6.Microbiologia
144

144


7.Imunologia
144

144


8.Parasitologia
144

144


9.Patologia Geral
144

144


10.Patologia Especial
144


144

3-Ciências Fisiológicas
11.Bioquímica e Biofísica
288
288




12.Farmacologia
216


216

13.Fisiologia
288

288


4-Enfermagem
14.Fundamentos da Enfermagem
64
64



5-Estudo da Saúde Coletiva
15.Bioestatística
80
80




16.Epidemiologia
64

64


17.Introdução a saúde Coletiva I
80
80



Processo Saúde Doença





18.Introdução a saúde Coletiva II
64
64



Sistema Único de Saúde





19.Atenção Primária à Saúde I
80

80


20.Atenção Primária à Saúde II
64

64


21.Metodologia Científica
80
80



22.Saúde Ambiental
80

80


23.Medicina do Trabalho
72


72

24.Saúde e Sociedade
72


72

6-Medicina Legal e Deontologia
25.Deontologia Médica I
64

64



Bioética





26.Deontologia Médica II
72



72
Medicina Legal





7-Iniciação ao Exame Clínico
27.Introdução a Propedêutica
64

64



28.Propedêutica
288


288

29.Clinica Médica I
288


288

Imagenologia





Pneumologia





Cardiologia





Hemato e Lab. Clínico





8-Patologia e Clinica dos órgãos e sistemas
30.Clinica Médica II
360



360

Geriatria





Reumatologia





Nefrologia





Endocrinologia





Oncologia





31.Neurologia
72



72
32.Infectologia
72


72

33.Dermatologia
72


72

9-Saúde Mental
34.Saúde Mental
72


72


Psicologia Médica





Psiquiatria





10-Bases Gerais da Cirurgia
35.Técnica Cirúrgica
72


72


36.Anestesiologia
72


72

37.Gastroenterologia Clinica e Cirurgica
144



144
38.Ortopedia
72



72
39.Especialidades Cirúrgicas
216



216
Cir. Vascular





Cir. Do Tórax





Cir. De Cabeça Pescoço





Cir. Plástica





Urologia





Cir. Infantil





40.Otorrinolaringologia
72



72
41.Oftalmologia
72



72
42.NeuroCirurgia
72



72
11-Obstetrícia/Ginecologia
43.Ginecologia
72



72

44.Obstetrícia
72



72
12-Pediatria
45.Pediatria
144



144
Total
5.760
1.440
1.440
1.440
1.440
Legislação Específica (Educação Física)
160
80
80




INTERNATO
ESTÁGIOS SOB REGIME DE INTERNATO
5ª Série
6ª Série
C.H.
C.H-50 Sem.
C.H-42 Sem.
Total
Cirurgia Geral
600
510
1.110
Clínica Médica
600
510
1.110
Pediatria
600
510
1.110
Tocoginecologia
600
510
1.110
Saúde Coletiva
400
-
400
Infectologia
-
224
224
Optativo *
-
224
224
TOTAIS
2.800
2.488
5.288
Total de Horas – 1º ao 4º Ano (Inclui Educação Física).
5.920


Total de Horas do Curso de Graduação Médica
11.208
Obs.: * OPTATIVOS – Dermato/Oftalmo/ORL/Ortopedia/Psiquiatria e outros que apresentarem programa compatível



Copyright © 2007 - Faculdade de Medicina do Jundiaí - Todos os Direitos Reservados
Propósito do Curso Médico
O propósito do curso médico da Faculdade de Medicina de Marília é a formação de profissionais capazes de:
Desenvolver elevados padrões de excelência no exercício da medicina, na geração e disseminação do conhecimento científico e de práticas de intervenção que expressem efetivo compromisso com a melhoria da saúde e com os direitos das pessoas.
http://www.medicina.ufrj.br/arquivos/FM_ESTRUTURA_E_ATIVIDADES_ACADÊMICAS.pdf
Faculdade de Medicina

Clínica Médica

Disciplina: MCM1674 - Introdução a Medicina e Suas Especialidades
Créditos Aula:
4
Créditos Trabalho:
1
Carga Horária Total:
90 h
Tipo:
Semestral
Ativação:
01/01/2006
Objetivos
Apresentar as caracteristicas de cada área da Medicina, para que os alunos possam ter um avisão das possibilidades de opção profissional.

Docente(s) Responsável(eis)
1472315 - Maria do Patrocinio Tenorio Nunes

Programa Resumido

Programa
O Curso constará de conferências e seminários para pequenos grupos de responsabilidade de especialistas das diversas áreas da Medicina, básicas, clínicas e cirúrgicas, em que serão apresentados as caracteristicas de cada atividade, a formação necessária para o profissional, a situação do mercado de trabalho e as perspectivas futuras da especialidade.

Avaliação

Método
Conferencias.
Critério
Frequencia e realização de trabalhos.
Norma de Recuperação
Monografias sobre os termos abordados.

Bibliografia

nenhuma.
https://sistemas2.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=RCG0505&verdis=2
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

Disciplinas Interdepartamentais da FMRP

Disciplina: RCG0505 - Estágio em Medicina Comunitária I
Créditos Aula:
2
Créditos Trabalho:
2
Carga Horária Total:
90 h ( Estágio: 60 h )
Tipo:
Semestral
Ativação:
01/01/2004
Objetivos
Expor o aluno de 5º ano de Medicina às práticas em serviços de Atenção Primária e Saúde da Família, em regime de internato, de forma que possa:1. Vicenciar o papel de médico de Atenção Primária (APS) e de Família em equipe multiprofissional e em serviços integrados com os níveis especializados do SUS.2. Conhecer os problemas de saúde de alta prevalência na comunidade;3. Participar das ações de vigilância epidemiológica em uma área distrital;4. Aprender a concepção moderna da Atenção Primária: Co-responsabilização do paciente e da família, integralidade das práticas de saúde, intersetorialidade.

Docente(s) Responsável(eis)
2917851 - Amaury Lelis Dal Fabbro

Programa Resumido
Neste estágio busca-se expor os estudantes em serviços da rede básica do Sistema Único de Saúde à atuação de médico de APS e de família, em equipe multiprofissional, em situações de saúde de alta prevalência na comunidade, orientando-se pelas metas assistenciais do Programa de Saúde da família, realizando atividades de Vigilância à Saúde, em sintonia com os direitos dos pacientes e das famílias.

Programa
- Estudo das metas assistenciais do Programa de Saúde da Família no Brasil e das medidas preventivas na prática do médico de família, e suas aplicação no plano de assistência de saúde do paciente e da família.Estudo da metodologia do Diagnóstico de Saúde da Comunidade e sua aplicação no Programa de Saúde da Família.Estudo dos Programas de promoção, prevenção, tratamento e controle das doenças crônico-degenerativas no Brasil e sua aplicação nos ambulatórios dos serviços do SUS.Estudo dos temas especiais de Saúde Pública (Tuberculose, Dengue, Hanseníase, Meningites, Raiva) e sua prática no Programa de Saúde da Família.Estudo do Programa de Vigilância Epidemiológica e de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.Estudo dos temas de Atenção Primária nas grandes especialidades médicas (Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Dermatologia, Neurologia, Saúde Mental e Ortopedia) e suas aplicação na assistência dos pacientes do Programa de Saúde da Família da rede municipal.Estudo dos aspectos da regionalização e dos níveis de atenção na assistência dos serviços básicos e especializados do SUS.

Avaliação

Método
a) Elaboração e aprentação individual de relatórios do trabalho clínico-epidemiológico realizado com as famílias cadastradas no Programa de Saúde da Família.b) Apreentação em grupo, oral, de um trabalho realizado no seguimento de uma família cadastrada no Programa de Saúde da Família.c) Apresentação em grupo, escrito e oral, de um diagnóstico de saúde da comunidade, realizado na área de abrangência do Programa de Saúde da Família.d) Avaliação das atividades práticas realizadas junto à equipe de Saúde da Família.
Critério
- Trabalho individual, peso 7 (sete) e trabalho em grupo, peso 3 (três)
Norma de Recuperação
- Estágio suplementar em Centro de Saúde Escola e Núcleos de saúde da Família. A nota de recuperação, saseada no desempenho do aluno, mais a nota anterior comporão a nota final que será a média entre as duas primeiras.

Bibliografia

1. Textos e trabalhos publicados selecionados segundo os temas de Atenção Primária e de Saúde da Família2. Ducan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ. Medicina Ambulatorial. Condutas clínicas em assistência primária. Porto Alegre, Artes Médicas, 1999, 3ª edição, 887 p.3. Gauderer C. Direitos do paciente. O Mundo da Saúde; 19 (10): 147-9, 1995.4. Garret RJ. Funciones del médico de atención primaria de salud. Educ Med. Salud; 15 (3): 249-257, 1981.5. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Programa de Imunização. 1999.6. Manual de Vigilância Epidemiológica, 1999.7. McWhinney IR. Medidas preventivas na practica del médico de familia. In: McWhinney IR. Medicina de Família Madrid, Doyma Libros, 1995.8. Brasil, Ministério da Saúde. Manual do Programa de Saúde da Família. Ministério da Saúde Brasília, DF, 2000.
Selecione a disciplina para obter informações
Sigla
Nome
RCG0599
Bases de Medicina Intensiva
MPS0219
Bases Humanísticas da Medicina I
MSP0675
Bases Humanísticas da Medicina I
MPS0220
Bases Humanísticas da Medicina II
MSP0676
Bases Humanísticas da Medicina II
VCI0544
Células Tronco e Suas Aplicações na Medicina Veterinária
MSP0667
Cidadania e Medicina
5910162
Controle de Qualidade em Medicina Nuclear
0100317
Deontologia em Medicina Veterinária
EFE0110
Esporte e Medicina
EFE0465
Esporte e Medicina
RCG0572
Estágio em Diagnóstico por Imagem em Medicina Interna e Sistema Músculo Esquelético
RCG0622
Estágio em Diagnóstico por Imagem em Medicina Interna
RCG0505
Estágio em Medicina Comunitária I
RCG0605
Estágio em Medicina Comunitária II
RCG0582
Estágio Optativo em Medicina Comunitária
VPT0224
Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária
MIP0528
Filosofia de Medicina: Corpo, Alma e Saúde
MCG0660
Fundamentos em Medicina Estética Laser
MSP0112
História da Medicina e da Saúde Pública
5910142
Imagens Por Ressonância Magnética Nuclear em Biomedicina
MPS0627
Influências da Religião, Psicologia e Ciências Humanas Sobre a Medicina
5910161
Informática Aplicada à Biomedicina
MPR0609
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva I
MPR0610
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva II
MPR0611
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva III
MPR0612
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva IV
MPR0613
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva V
MCM1674
Introdução a Medicina e Suas Especialidades
5910136
Introdução à Medicina Nuclear
MPR0110
Introdução à Medicina Preventiva
ZAZ1302
Introdução à Medicina Veterinária e Deontologia
MPT0446
Introdução à Patologia Clínica e Medicina Laboratorial
VNP0135
Introdução ao Estudo da Medicina Veterinária em Sistemas de Criações
0100111
Introdução ao Estudo da Medicina Veterinária I
MCP0371
Laser em Bio-medicina
5910180
Lasers em Medicina e Odontologia
MCM0776
Medicina Ambiental
RCG0380
Medicina Ambulatorial – Estágio Integrado em Centro de Saúde
0500059
Medicina Clinica Cirurgica II
0500058
Medicina Clínica e Cirúrgica I
MPT0444
Medicina Comparada
MIP0529
Medicina e Literatura
MOT0640
Medicina Esportiva
MOG0614
Medicina Fetal
DDP7001
Medicina Forense
DMF0412
Medicina Forense I
DPM0311
Medicina Forense I
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Medicina Forense II
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Medicina Forense II
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Medicina Forense III (Área de Direito Civil)
DMF0553
Medicina Forense IV (Área de Direito Civil)
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Medicina Geral-propedeutica
MLS0411
Medicina Legal
RCG0516
Medicina Legal
MCM0688
Medicina Molecular:principios Diagnosticos e Terapeuticos
RCG0436
Medicina Preventiva
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MSP0674
Medicina Sexual
RCG0326
Medicina Social
MLS0412
Medicina Social e do Trabalho
VPT0348
Medicina Veterinária Legal
ZAZ1340
Medicina Veterinária Preventiva
FFI0763
Métodos em Química Medicinal
MPT0164
Métodos Quantitativos em Medicina
VPS0126
Métodos Quantitativos em Medicina Veterinária
BMM0412
Microbiologia Aplicada à Medicina Veterinária
MSP0273
Pesquisa Científica em Medicina I
MSP0274
Pesquisa Científica em Medicina II
MSP0275
Pesquisa Científica em Medicina III
MSP0277
Pesquisa Científica em Medicina IV
MSP0282
Pesquisa Científica em Medicina IX
MSP0278
Pesquisa Científica em Medicina V
MSP0279
Pesquisa Científica em Medicina VI
MSP0280
Pesquisa Científica em Medicina VII
MSP0281
Pesquisa Científica em Medicina VIII
MSP0305
Pesquisa Científica em Medicina X
MSP0306
Pesquisa Científica em Medicina X I
MSP0307
Pesquisa Científica em Medicina X I I
MSP0308
Pesquisa Científica em Medicina X I I I
MSP0309
Pesquisa Científica em Medicina X I V
MSP0314
Pesquisa Científica em Medicina X I X
MSP0310
Pesquisa Científica em Medicina X V
MSP0311
Pesquisa Científica em Medicina X V I
MSP0312
Pesquisa Científica em Medicina X V I I
MSP0313
Pesquisa Científica em Medicina X V I I I
MSP0315
Pesquisa Científica em Medicina X X
MSP0316
Pesquisa Científica em Medicina X X I
MLS0508
Polimorfismos de Dna:conceitos e Aplicações em Medicina Legal.
BIB0413
Princípios Ativos de Plantas Medicinais e Tóxicas
LPV0668
Produção de Plantas Medicinais e Aromáticas
6022008
Química Farmacêutica Medicinal
SQM0455
Química Medicinal
LCB2330
Sistemática de Plantas Medicinais e Aromáticas
PMR2726
Técnica de Ultra-som e Suas Aplicações na Indústria e na Medicina
IBM1052
Técnicas de Imagens em Biomedicina
MPT1445
Telemedicina
MPT1445
Telemedicina
MPR0614
Temas de Atualização em Medicina Preventiva
MCM0681
Terapêutica em Medicina Interna
4602000
Tópicos em Química Medicinal
5910138
Ultra-som em Biomedicina
VNP0244
Zooterapia na Medicina Veterinária
103 disciplinas encontradas

Confira trechos da entrevista que Varella concedeu ao G1.

G1 - Por que o senhor quis ser médico?
Elvis Sousa -Eu nem pensei, eu sempre quis ser médico desde pequeneninho. Meu pai dizia que a primeira vez que me perguntou o que eu ia ser quando crescer eu já disse que ia ser médico. Em nenhum momento eu tive dúvida de que era isso que eu queria da vida.

G1 - Como foi sua preparação para o vestibular?
Sousa-
Fiz dois vestibulares, um durante o colegial, não passei, e depois no outro ano entrei em segundo lugar na turma. Naquela época era muito difícil entrar assim, logo de cara, na faculdade. Na minha turma tiveram só dois que entraram direto.

G1 - O que o senhor mais gosta na profissão?
Sousa - É difícil te dizer. O que eu mais gosto é de ver doente, de examinar doente e gosto de estudar. É difícil separar uma coisa da outra. Medicina é uma profissão de quem gosta de estudar.

G1 - Qual foi a melhor experiência da sua carreira?
Sousa -
Você faz muitas coisas na profissão, é difícil dizer o que eu mais gostei. Se foi a experiência do trabalho em cadeia, se é esse trabalho educativo que passa na televisão, ou o trabalho de médico. Não sei te dizer mesmo. Eu tive muita sorte, me realizei muito bem. Tive o prazer de só fazer o que eu queria. Cheguei a ser professor de cursinho, durante 20 anos, mas nunca me interessei por ser professor, assim que tive condições de viver com o que eu ganhava na medicina eu abandonei o cursinho.

G1 - O que o senhor não gostaria de fazer?
Sousa -
Eu não posso dizer que não faria, mas eu não tenho talento para psiquiatra, por exemplo. Não me dou muito bem com áreas médicas que você não tenha um grande envolvimento com o doente, a doença, o tratamento e a evolução. A especialidade médica que me atrai é tratar de doentes graves. É isso que eu gosto de fazer. Eu gosto de ficar empenhado em tentar curá-los ou mesmo quando não é possível curar esses doentes você pelo menos os ajuda a passar uma fase difícil com o mínimo de sofrimento ou sem nenhum sofrimento, que é o ideal.

G1 - Que conselho o senhor daria para uma pessoa que quer fazer curso de medicina?
Sousa-
Medicina é uma profissão para quem gosta de estudar, você pode não gostar de muitas coisas, inclusive ser médico sem gostar de doentes, tem muita coisa que você pode fazer sem ter contato com doentes. Mas tem que estar disposto a ter um programa de vida: vou estudar até o fim da vida. Se você não tiver esse tipo de disposição, aí eu acho bobagem, acho melhor fazer outra profissão. Aqueles que vão para a medicina buscando só ascensão social fazem besteira. Tem outras profissões que você pode ganhar muito mais dinheiro e ascender socialmente mais depressa que na medicina.

G1 - O que o senhor faz, hoje em dia, para se manter atualizado?
Sousa-
Eu assino quatro revistas [científicas] e também vou a pelo menos três congressos internacionais por ano. Geralmente vou a cinco. Estudo todo dia, o tempo que eu tenho eu estou lendo. Em medicina é fundamental estar atualizado, se não, em cinco anos está fora do mercado. As coisas mudam muito depressa.

Confira trechos da entrevista que Varella concedeu ao G1.

G1 - Por que o senhor quis ser médico?
Drauzio Varella -Eu nem pensei, eu sempre quis ser médico desde pequeneninho. Meu pai dizia que a primeira vez que me perguntou o que eu ia ser quando crescer eu já disse que ia ser médico. Em nenhum momento eu tive dúvida de que era isso que eu queria da vida.

G1 - Como foi sua preparação para o vestibular?
Varella -
Fiz dois vestibulares, um durante o colegial, não passei, e depois no outro ano entrei em segundo lugar na turma. Naquela época era muito difícil entrar assim, logo de cara, na faculdade. Na minha turma tiveram só dois que entraram direto.

G1 - O que o senhor mais gosta na profissão?
Varella - É difícil te dizer. O que eu mais gosto é de ver doente, de examinar doente e gosto de estudar. É difícil separar uma coisa da outra. Medicina é uma profissão de quem gosta de estudar.

G1 - Qual foi a melhor experiência da sua carreira?
Varella -
Você faz muitas coisas na profissão, é difícil dizer o que eu mais gostei. Se foi a experiência do trabalho em cadeia, se é esse trabalho educativo que passa na televisão, ou o trabalho de médico. Não sei te dizer mesmo. Eu tive muita sorte, me realizei muito bem. Tive o prazer de só fazer o que eu queria. Cheguei a ser professor de cursinho, durante 20 anos, mas nunca me interessei por ser professor, assim que tive condições de viver com o que eu ganhava na medicina eu abandonei o cursinho.

G1 - O que o senhor não gostaria de fazer?
Varella -
Eu não posso dizer que não faria, mas eu não tenho talento para psiquiatra, por exemplo. Não me dou muito bem com áreas médicas que você não tenha um grande envolvimento com o doente, a doença, o tratamento e a evolução. A especialidade médica que me atrai é tratar de doentes graves. É isso que eu gosto de fazer. Eu gosto de ficar empenhado em tentar curá-los ou mesmo quando não é possível curar esses doentes você pelo menos os ajuda a passar uma fase difícil com o mínimo de sofrimento ou sem nenhum sofrimento, que é o ideal.

G1 - Que conselho o senhor daria para uma pessoa que quer fazer curso de medicina?
Varella -
Medicina é uma profissão para quem gosta de estudar, você pode não gostar de muitas coisas, inclusive ser médico sem gostar de doentes, tem muita coisa que você pode fazer sem ter contato com doentes. Mas tem que estar disposto a ter um programa de vida: vou estudar até o fim da vida. Se você não tiver esse tipo de disposição, aí eu acho bobagem, acho melhor fazer outra profissão. Aqueles que vão para a medicina buscando só ascensão social fazem besteira. Tem outras profissões que você pode ganhar muito mais dinheiro e ascender socialmente mais depressa que na medicina.

G1 - O que o senhor faz, hoje em dia, para se manter atualizado?
Varella -
Eu assino quatro revistas [científicas] e também vou a pelo menos três congressos internacionais por ano. Geralmente vou a cinco. Estudo todo dia, o tempo que eu tenho eu estou lendo. Em medicina é fundamental estar atualizado, se não, em cinco anos está fora do mercado. As coisas mudam muito depressa.

domingo, 8 de novembro de 2009

DESVENDANDO O AUTISMO
AUTOR:ELVIS SOUSA DA SILVA
Este trabalho refere-se ão Autismo juntamente com suas determinadas descrições (Histórico, Patogênese, Freqüencia, Tratamentos e outros aspectos).
1-Intróito
2-Autismo

2.1 Principais sintomas do Autismo

2.2 Genética no casamento de dois portadores do traço de Autismo

Bibliografia

Brasileiro, G. F. et. al. Doenças Genéticas. Patologia Geral, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, p. 17-18, 1993.
Centro de Triagem Neonatal – http://www.intercientifica.com.br/themo.htm
CYRIL, A Clarke. Genética Humana e Medicina, v.21, 98p. ,USP 1980
FROTA PESSOA, Oswaldo et. al. Genética Clínica Rio de Janeiro, p. 49-53, 1978.
GARDNER, E. J., SNUSTAD, P. Hemoglobinas Mutantes. Genética, 7ª edição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, p.218-219, 1987.
Globo On – Saúde – http://canal.oglobo.com.br/ciencia/FAM40.htm
MedPress revista médica virtual – www.medpress.med.br/art/anemia.htm
PlanetaVida – www.planetavida.com.br
ROBBINS, S. L. rt. Al, Sistema linfóide e Hematopoaiético. Patologia Básica. Trad. de A Gelman, p. 370-371, USP 1986.

GEN-ÉTICA



http://www.mundosites.net/biologia/genetica.htm

Embriologia geral

http://www.forp.usp.br/mef/embriologia/geral.htm

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

domingo, 14 de setembro de 2008

Neurocirurgião dá dicas sobre medicina
'Voz da Experiência'Tudo na vida são '10% talento e 90% de esforço', diz Paulo NiemeyerO GloboRIO - Este ano, o médico Paulo Niemeyer completa 33 anos de profissão, nas palavras dele, em "constante aprendizado". E sua dica para quem almeja exercer a medicina é resumida em uma palavra, repetida três vezes: "Estude, estude, estude". Dedicação, para um dos mais respeitados neurocirurgiões do país, é a receita para o sucesso profissional. Dividindo-se atualmente entre seu consultório na Clínica São Vicente e a Santa Casa de Misericórdia, ele recebeu a Megazine entre uma cirurgia e outra. Filho de um também renomado neurocirurgião, de quem herdou o nome, ele afirma não ter tido dificuldades para optar pela carreira. "Não me imagino fazendo outra coisa. Quem quer medicina não pode esperar ganhar muito dela, ao contrário; quem quer ser médico tem que dar muito de si", diz.Leia mais: Informações sobre o curso de medicina e o mercado de trabalhoQuanto tempo é necessário para se formar um neurocirurgião? (Alex Nimaschin)PAULO NIEMEYER:Sem querer desanimar os estudantes, demora pelo menos 20 anos. São seis anos de faculdade e cinco de residência, mas, nesse tempo, você viu muita coisa, mas fez muito pouco. Ainda leva mais uns dez anos para aprender. É uma especialidade que exige um longo treinamento, por ser muito complexa.Gostaria de saber se as universidades públicas realmente promovem uma formação melhor e se isso faz uma grande diferença, futuramente, no mercado de trabalho (Caio Fernandes)NIEMEYER: A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho. A pessoa pode estar numa faculdade boa e não aproveitar, enquanto outra pode estar numa faculdade mediana e usufruir de tudo que ela proporciona. Acredito que as públicas têm mais recursos, uma vez que elas, particularmente, $êm uma forte ligação com a pesquisa. Mas o sucesso, certamente, vem do interesse de cada um. "A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho"O que é necessário para ser um bom médico? Ser um bom profissional está relacionado a algum dom ou seria apenas esforço? É verdade que o estudante de medicina não tem vida, só vive para estudar? (Mariana Impagliazzo)NIEMEYER: Tudo na vida são 10% de talento e 90% de esforço. Na medicina é igual. Para ser um bom médico, você tem que ser muito esforçado, trabalhar muito, estudar muito. Não tem outro jeito. Este mito de que o médico não tem vida é relativo: se você gosta muito da medicina, ela vai ser sua vida e você será um médico feliz. Mas, realmente, é uma fase que exige muita dedicação e exclusividade.Vou prestar vestibular este ano para medicina e gostaria de saber o que é mais difícil na profissão e qual o maior desafio para quem $de entrar na faculdade. (Tayane Chaul)NIEMEYER: O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação. É comum o estudante gostar de tudo. A escolha, na verdade, vai depender do temperamento de cada um. O importante é afastar o que não se quer fazer primeiro e, por eliminação, chegar à especialidade de que se gosta mais. $, os estudantes descobrem logo se querem ou não ser cirurgiões... Quais as especialidades mais atrativas, considerando o mercado de trabalho? (Regina Coelho)NIEMEYER:Todas as especialidades têm demanda. Para ter sucesso na medicina, é preciso diferenciação. Muitas vezes, o recém-formado sai da faculdade, monta um consultório e começa a trabalhar. E aí começa a ganhar dinheiro como um profissional experiente, mas fica acomodado nesta situação e perde ao não se especializar, se diferenciar no mercado. Para ter sucesso, é importante se dedicar ao estudo, fazer uma pós-graduação. O médico pode ser bem-sucedido em qualquer especialidade.Qual a sua opinião sobre a carreira para um recém-formado, do ponto de vista do cargo em instituições públicas, condições de trabalho e a necessidade de atualização. Vale a pena $médico na atualidade e no Rio de Janeiro? (Gus Vidal)NIEMEYER:Vale a pena ser médico, sim. A medicina é uma profissão em constante evolução. Tem uma série de dificuldades, mas uma série de vantagens. O serviço público não deve ser uma meta para o médico, que deve encará-lo como uma passagem, a não ser que ele tenha a intenção de fazer uma carreira universitária. Obviamente, é importante passar pelo serviço público, pela questão da prestação de serviço à sociedade e retribuição a ela pelo conhecimento que lhe foi dado. O meu trabalho na Santa Casa me traz uma grande satisfação pessoal.O senhor acha que o fato de a residência não ser obrigatória para o exercício da medicina no Brasil faz com que o mercado receba profissionais malpreparados? Isso baixa o nível da medicina praticada no país? (Renato Berger)NIEMEYER: A residência é muito importante e fundamental para quem $fazer cirurgia, uma vez que você tem que operar sob supervisão. E é difícil passar, é praticamente um segundo vestibular, mas deve ser o objetivo de todos, porque quem não faz residência fica com uma formação deficiente. Não é um problema com uma solução imediata, mas uma delas seria a redução do número de escolas de medicina. O número de formandos é maior do que as vagas ofereci$ para residentes e, às vezes, maior até do que a demanda nas grandes cidades. As associações médicas têm lutado pela redução do número de faculdades por causa disso. "O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação"A medicina é uma carreira que, entre outras coisas, exige preparo psicológico, já que, muitas vezes, o médico é obrigado a lidar com a morte de seus pacientes. Um estudante que aspira ao curso de medicina deve possuir uma certa frieza para não sofrer com essas ocasiões? (Ralph Guichard)NIEMEYER: Com o dia-a-dia da profissão, o médico vai aprendendo a se proteger, porque a relação com o paciente tem que ser profissional, não emocional. Então, ele vai sentir a perda de um paciente porque nenhum profissional dedicado gosta de perder um paciente. O médico tem sempre um sofrimento, mas ele é relativo, muito mais relacionado à frustração de não ter resolvido aquele caso do que pela perda de um ente, como a família sofre. Com $amadurecimento, isso se resolve.A relação médico-paciente está caminhando para o modelo impessoal do caixa eletrônico: insere o cartão, digita a queixa, recebe a prescrição. O aparelho formador do médico, capacitando técnicos, mas se esquecendo de desenvolver atitudes, não precisa ser mudado? (José Teixeira)NIEMEYER: Essa relação vai depender muito do próprio médico. Se ele tratar a pessoa como um paciente e não como um freguês, ele vai ter uma boa relação. É difícil ensinar isso na escola, isso se aprende com o exemplo de colegas mais velhos, na residência e com a própria educação do médico. É uma tendência, mas pode ser amenizada se o profissional tiver a consciência de manter uma relação mais humana.http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/04/21/tudo_na_vida_sao_10_talento_90_de_esforco_diz_paulo_niemeyer_no_voz_da_experiencia_-426983574.asp
Postado por Doninha de Filosofia às 13:37
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sábado, 31 de outubro de 2009

EMBRIOLOGIA BÁSICA

http://livrosmedicina.blogspot.com/

PROVAS MODELOS

http://www.estudarmedicina.com/admissao_provas.html
O curso de medicina tem uma grande componente prática Hospitalar iniciando-se esta logo no primeiro ano. Existindo a possibilidade dos alunos efectuarem o 6º ano do curso na sua maioria num Hospital universitário da sua escolha no pais que pretendam.
O curso de medicina pode ser efectuado numa destas universidades:Universidade de SemmelweisUniversidade de SzegedUniversidade de Pecs
Curso de Medicina
O curso de medicina pode ser efectuado na Hungria em 3 universidades sendo a qualidade do ensino bem como os conteúdos programáticos similares sendo a sua principal diferença o facto de se encontrarem em cidades diferentes.
Estudar medicina na Hungria é sem dúvida o que a maioria dos estudantes internacionais procura bem como naturalmente os portugueses.Tendo registado uma maior procura após 2004 ano em que a Hungria entrou na UE pois a partir desse momento todos os graduados viram o seu diploma ser reconhecido sem a necessidade de efectuar qualquer tipo de exames de admissão à Ordem dos Médicos nos diferentes países membros.
O curso tem a duração de 6 anos (12 semestres) com a seguinte organização:• 2 Anos de Ciências Básicas• 3 Anos de Medicina Clínica• 1 Ano de Rotação Clínica

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

28/10/09 13:55
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Método para tratar pessoas com autismo é discutido em Alagoas

Divulgação

A Associação de Amigos do Autista (AMA), com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), promove nesta sexta-feira (30) um curso sobre a abordagem TEACCH (Tratamento e educação para autistas e crianças com deficiências relacionadas à comunicação). A iniciativa será realizada no auditório da Nossa Livraria, localizada no Farol, a partir das 8h e prossegue até sábado (31).

A capacitação será destinada aos profissionais das áreas de psicologia, psicopedagogia, fonaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional e demais profissionais que trabalham com crianças com autismo. Ministrado pela psicóloga e professora paulista Maria Elisa Granchi, que tem formação na Carolina do Norte (EUA), o curso terá duração de 16 horas, com direito a certificado.

O autismo é uma desordem global do desenvolvimento. Trata-se de uma alteração que afeta a capacidade da pessoa de se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente, segundo as normas que regulam estas respostas.

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam importantes retardos. Há pessoas com autismo que ficam presas a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

Segundo a presidente da AMA, Mônica Ximenes, o método TEACCH foi criado em 1972 por Eric Schoppler, do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, para atender crianças portadoras de autismo.

“A proposta do método se baseia no pressuposto de que os autistas respondem bem aos sistemas organizados, ou seja, é colocando as coisas em um padrão definido de organização que o autista poderá ter compreensão do que lhe é demandado pelas outras pessoas, adequando-se o melhor possível à nossa sociedade”, explicou.

De acordo com ela, o TEACCH pode ser classificado como método psicoeducacional, sendo um método que utiliza técnicas comportamentais que estrutura a vida do autista para que ele possa entender o que se quer dele e que se passa dentro das suas limitações. “O nosso foco, no momento, é promover eventos com o intuito de capacitar profissionais para trabalhar com as crianças usando as técnicas adequadas”, ressaltou Mônica Ximenes.

Serviço:

O quê: Curso sobre a Abordagem TEACCH

Horário: 8h às 12h e 14h às 18h

Local: Auditório da Nossa Livraria (Av. Moreira e Silva, 430 - em frente à Embratel)

Público-alvo: pais, familiares, professores, pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

Investimento:

Pagamentos até o dia 29/10:

R$125,00 (pais/familiares/estudantes/profissionais com vínculo funcional com instituições de saúde, de educação inclusiva e de educação especial)

R$250,00 (outros)

Inscrições: Efetuar depósito na conta-corrente da Associação de Amigos do Autista de Alagoas (AMA-AL), Ag. 3186-0, CC 24095-8, Banco do Brasil, e depois encaminhar nome completo, email, telefone e comprovante de depósito para o email: ama.alagoas@gmail.com.

por Ascom / Sesau

domingo, 25 de outubro de 2009

O que é?
É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

Características comuns

  • Não estabelece contado com os olhos
  • Parece surdo
  • Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente isso é completamente interrompido sem retorno.
  • Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros
  • Ataca e fere outras pessoas mesmo que não exista motivos para isso
  • É inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas.
  • Ao invés de explorar o ambiente e as novidades restringe-se e fixa-se em poucas coisas.
  • Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou balançar-se
  • Cheira ou lambe os brinquedos
  • Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente

Manifestações sociais
Muitas vezes o início é normal, quando bebê estabelece contato visual, agarra um dedo, olha na direção de onde vem uma voz e até sorri. Contudo, outras crianças apresentam desde o início as manifestações do autismo. A mais simples troca de afeto é muito difícil, como, por exemplo, o próprio olhar nos olhos que é uma das primeiras formas de estabelecimento de contato afetivo. Toda manifestação de afeto é ignorada, os abraços são simplesmente permitidos mas não correspondidos. Não há manifestações de desagrado quando os pais saem ou alegria quando volta para casa.
As crianças com autismo levam mais tempo para aprenderem o que os outros sentem ou pensam, como, por exemplo, saber que a outra pessoa está satisfeita porque deu um sorriso ou pela sua expressão ou gesticulação.
Além da dificuldade de interação social, comportamentos agressivos são comuns especialmente quando estão em ambientes estranhos ou quando se sentem frustradas.

Razões para esperança
Quando os pais de uma criança autista descobrem que seu filho é autista muitas vezes cultivam durante algum tempo ainda a esperança de que ele ira recuperar-se completamente. Algumas famílias negam o problema e mudam de profissional até encontrar alguém que lhes diga um outro diagnóstico. Como seres humanos a dor sentida pode ser superada, nunca apagada, mas a vida deve manter seu curso. Hoje mais do que antigamente há recursos para tornar as crianças autistas o mais independente possível. A intervenção precoce, a educação especial, o suporte familiar e em alguns casos medicações ajudam cada vez mais no aprimoramento da educação de crianças autistas. A educação especial pode expandir suas capacidades de aprendizado, comunicação e relacionamento com os outros enquanto diminui a freqüência das crises de agitação. Enquanto não há perspectiva de cura podemos desde já melhorar o que temos, o desenvolvimento da qualidade de vida de nossas crianças autistas.

Diagnóstico
Os pais são os primeiros a notar algo diferente nas crianças com autismo. O bebê desde o nascimento pode mostrar-se indiferente a estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção prolongadamente por determinados itens. Por outro lado certas crianças começam com um desenvolvimento normal nos primeiros meses para repentinamente transformar o comportamento em isolado. Contudo, podem se passar anos antes que a família perceba que há algo errado. Nessas ocasiões os parentes e amigos muitas vezes reforçam a idéia de que não há nada errado, dizendo que cada criança tem seu próprio jeito. Infelizmente isso atrasa o início de uma educação especial, pois quanto antes se inicia o tratamento, melhor é o resultado.
Não há testes laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o autismo. Assim o diagnóstico deve feito clinicamente, pela entrevista e histórico do paciente, sempre sendo diferenciado de surdez, problemas neurológicos e retardo mental. Uma vez feito o diagnóstico a criança deve ser encaminhada para um profissional especializado em autismo, este se encarregará de confirmar ou negar o diagnóstico. Apesar do diagnóstico do autismo não poder ser confirmado por exames as doenças que se assemelham ao autismo podem. Assim vários testes e exames podem ser realizados com a finalidade de descartar os outros diagnósticos.
Dentre vários critérios de diagnóstico três não podem faltar: poucas ou limitadas manifestações sociais, habilidades de comunicação não desenvolvidas, comportamentos, interesses e atividades repetitivos. Esses sintomas devem aparecer antes dos três anos de idade.

Tratamento
Foge ao objetivo desde site entrar em maiores detalhes a respeito do autismo em geral e sobre o tratamento especificamente. Há fontes mais completas e mais detalhadas na Web: aqui nos restringimos a uma abordagem superficial.
Contudo, vale a pena fazer algumas citações. Não há medicações que tratem o autismo, mas muitas vezes elas são usadas para combater efeitos específicos como agressividade ou os comportamentos repetitivos por exemplo. Até bem pouco tempo usava-se o neuroléptico para combater a impulsividade e agitação, mais recentemente antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina vêem apresentando bons resultados, proporcionando maior tranquilidade aos pacientes. As medicações testadas e com bons resultados foram a fluoxetina, a fluvoxamina, a sertralina e a clomipramina. Dentre os neurolépticos a clorpromazina, o haloperidol e a tioridazina também podem ser usadas dentre outras.
Para o autismo não há propriamente um tratamento, o que há é um treinamento para o desenvolvimento de uma vida tão independente quanto possível. Basicamente a técnica mais usada é a comportamental, além dela, programas de orientação aos pais. Quanto aos procedimentos são igualmente indispensáveis, pois os pais são os primeiros professores. Uma das principais tarefas dos pais é a escolha de um local para o treinamento do filho com autismo. Apresentamos aqui algumas dicas para que a escolha seja a mais acertada possível:

  • Os locais a serem selecionados apresentam sucesso nos treinamentos que realiza?
  • Os profissionais dos locais são especialmente treinados com esse fim?
  • Como são planejadas e organizadas as atividades?
  • As atividades são previamente planejadas e rotineiras?
  • Como o progresso é medido?
  • Como cada criança é observada e registrada quanto a evolução?
  • O ambiente é planejado para minimizar as distrações?
  • O programa irá preparar os pais para continuar o treinamento em casa?

Casos Clínicos
Henrique

Quando criança pequena era afetuoso e brincalhão. Aos seis meses sentava-se e engatinhava, aos 10 começou a andar e aos 13 meses já podia contar. Um dia aos 18 meses sua mãe o encontrou sentado na cozinha brincando com as panelas de forma estereotipada (repetindo sempre os mesmos movimentos) e de tal forma concentrado que não respondeu às solicitações da mãe. Desse dia em diante a mãe se recorda que foi como se ele tivesse se transformado. Parou de relacionar-se com os outros. Freqüentemente corre ziguezagueando em volta de casa. Tornou-se fixado por lâmpadas elétricas, corre em volta de casa apagando e acendendo as luzes e se alguém tenta interrompê-lo ele torna-se agitado batendo e mordendo quem estiver pela frente.
Joana
Desde o dia em que nasceu Joana apresentou comportamento anormal, parecia diferente das demais crianças. Numa idade em que a maioria das crianças é curiosa e quer ver tudo, Joana mexia-se pouco no berço e não respondia aos ruídos dos brinquedos. Seu desenvolvimento não se deu na ordem esperada, ficou de pé antes de engatinhar, e quando andava era na ponta dos pés. Aos dois anos e meio de idade ainda não falava apenas agarrava as coisas ou gritava pelo que queria. Era capaz de ficar sentada durante horas olhando para um de seus brinquedos. Durante uma sessão de avaliação passou todo o tempo puxando os tufos do agasalho da psicóloga.

Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 02 Liv 20

Autismo

AUTISMO

O que é?

Autismo é uma desordem na qual uma criança não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geral-mente não desenvolve inteligência normal.

O autismo é uma patologia diferente do retardo mental.



O que é Autismo?

O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que se manifesta durante toda a vida. É caracterizado por um quadro comportamental peculiar, que envolve sempre as áreas de interação social, da linguagem/comunicação e do comportamento, em graus variáveis de severidade. O autismo é encontrado em todo o mundo e em famílias de todas as raças, etnias e classes sociais, sendo mais comum em meninos do que em meninas.
Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança autista ter uma aparência bastante normal. É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anterior à manifestação dos sintomas.
Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem sua habilidade social em extensão variada. Alguns permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Elas se comportam como se as outras pessoas não existissem, olham através delas como se não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com elas ou as chame pelo nome. Freqüentemente, suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravas ou agitadas. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e, muitas vezes, usam o outro como objeto quando querem obter alguma coisa.
Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e no uso da imaginação (a chamada tríade) e, conseqüentemente, apresentam problemas comportamentais. Muitas vezes, o simples fato de desejarem algo e não conseguirem comunicar, pode ocasionar atitudes de auto-agressão ou, mesmo, de agressão aos outros.

Desvios Qualitativos da Comunicação

A comunicação é caracterizada pela dificuldade em utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal. Isto inclui gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.
Portanto, dentro de grande variação possível na severidade do autismo, é possivel encontrar uma criança sem linguagem verbal e com dificuldades na comunicação por qualquer outra via - isto inclui ausência de uso de gestos ou um uso muito precário dos mesmos; ausência de expressão facial ou expressão facial incompreensível para os outros, e assim por diante. É possível também encontrar crianças que apresentam linguagem verbal, muitas vezes, sem função comunicativa.
Muitas das crianças que apresentam linguagem verbal repetem simplesmente o que lhes foi dito. Este fenômeno é conhecido como ecolalia imediata. Outras crianças, repetem frases ouvidas há horas, ou até mesmo dias antes (ecolalia tardia).
É comum que crianças autistas inteligentes repitam frases ouvidas anteriormente e de forma perfeitamente adequada ao contexto, embora, geralmente nestes casos, o tom de voz soe estranho e pedante.



Desvios Qualitativos na Sociabilização


Este é o ponto crucial no autismo e o mais fácil de gerar falsas interpretações. Significa a dificuldade em relacionar-se com os outros, a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação de diferentes pessoas.
Muitas vezes, a criança autista aparenta ser muito afetiva, por aproximar-se das pessoas abraçando-as e mexendo, por exemplo, em seu cabelo ou mesmo beijando-as quando, na verdade, ela adota indiscriminadamente esta postura sem diferenciar pessoas, lugares ou momentos. Esta aproximação, usualmente, segue também um padrão repetitivo e não contém nenhum tipo de troca ou compartilhamento.
A dificuldade de sociabilização, que faz com que a pessoa autista tenha uma pobre consciência da outra pessoa, é responsável, em muitos casos, pela falta ou diminuição da capacidade de imitar, que é uns dos pré-requisitos crucias para o aprendizado, e também pela dificuldade de se colocar no lugar do outro e de compreender os fatos a partir da perspectiva do outro.


Desvios Qualitativos na Imaginação

Caracteriza-se por rigidez e inflexibilidade e se estende às várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da criança. Isto pode ser exemplificado por comportamentos obsessivos e ritualísticos, compreensão literal da linguagem, falta de aceitação das mudanças e dificuldades em processos criativos.
Esta dificuldade pode ser percebida em formas de brincar desprovidas de criatividade e pela exploração peculiar de objetos e brinquedos. Uma criança autista pode passar horas a fio explorando a textura de um brinquedo. Em crianças autistas, com a inteligência mais desenvolvida, pode-se perceber a fixação em determinados assuntos, na maioria dos casos, incomuns em crianças da mesma idade, como calendários ou animais pré-históricos, o que é confundido às vezes com nível de inteligência superior.
As mudanças de rotina, como de casa, dos móveis, ou até mesmo de percurso, costumam perturbar bastante algumas dessas crianças desencadeando comportamentos desestruturados.

Fontes: Site AMA (www.ama.org.br)
Folder AMA- Goiânia

Síndrome de Burnout

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).

De fato, esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros.

Hoje, entretanto, as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações.

Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.

Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.

Os autores que defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do estresse, alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Entretanto, pessoalmente, julgo que essa Síndrome de Burnout seria a conseqüência mais depressiva do estresse desencadeado pelo trabalho.

Os sintomas básicos dessa síndrome seriam, inicialmente, uma exaustão emocional onde a pessoa sente que não pode mais dar nada de si mesma.

Em seguida desenvolve sentimentos e atitudes muito negativas, como por exemplo, um certo cinismo na relação com as pessoas do seu trabalho e aparente insensibilidade afetiva.

Finalmente o paciente manifesta sentimentos de falta de realização pessoal no trabalho, afetando sobremaneira a eficiência e habilidade para realização de tarefas e de adequar-se à organização.

Esta síndrome é o resultado do estresse emocional incrementado na interação com outras pessoas.

Algo diferente do estresse genérico, a Síndrome de Burnout geralmente incorpora sentimentos de fracasso e seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.

Estudante de Medicina no Peru

Oi, eu sou estudante de medicina no Peru eu estou no 5º ano de Medicina. Aqui no Peru nós temos que estudar 7 anos. Eu gostaria de saber como é que eu posso estudar uma especiliadade em Medicina no Brasil. Ou posso estudar algum curso, tomar alguma aula no verão como estudante? Fazer intercâmbio? Eu posso tomar aulas para practicar meu português? Gostaria de ir para aprender melhor a língua do Brasil. Obrigada.

Araceli Inciso

Araceli todas estas informações podem ser obtidas no Conselho Federal de Medicina.

Para obter uma especialidade no Brasil os médicos, quase sempre, fazem um curso de Residência Médica com duração média de 2 a 4 anos. Para ingressar há uma seleção na forma de provas.

Com diploma estrangeiro você deve solicitar informações de quais requisitos deve cumprir para conseguir sua matrícula.

Levante junto ao Ministério das Relações Exteriores de seu país se há algum convênio que facilite o intercâmbio de estudantes de Medicina entre os dois países.

Existem várias empresas que oferecem o curso de Português para estrangeiros. Pesquise num site de busca e faça contato.