terça-feira, 10 de novembro de 2009
Saiba mais
Medicina
Projeto Famema
Currículo do Curso de Medicina
Semana Típica
Grade curricular, Curso de Medicina, Famema, 2008
1ª série
Necessidades de Saúde 1
Unidade de Prática Profissional 1
2ª série
Necessidades de Saúde 2
Unidade Educacional Eletiva
Unidade de Prática Profissional 2
3ª série
Necessidades de Saúde 3
Unidade Educacional Eletiva
Necessidades de Saúde 3
Unidade de Prática Profissional 3
Unidade de Prática Profissional 3
4ª série
Unidade Educacional Eletiva
Atenção às necessidades de saúde do indivíduo, família e comunidade, no modelo de vigilância à saúde
Unidade de Prática Profissional 4
5ª série
Saúde do Adulto I
Saúde Materno- Infantil I
Unidade Educacional Eletiva *
6ª série
Saúde do Adulto II
Saúde Materno- Infantil II
Unidade Educacional Eletiva *
* A Unidade Educacional Eletiva ocorre em diferentes períodos ao longo do ano para cada grupo de estudantes.
Dados fornecidos pelo Curso de MedicinaÚltima modificação: 15/10/2008
CURRÍCULO PLENO DO CURSO DE GRADUAÇÃO MÉDICA1ª a 4ª SÉRIE
Matérias
Disciplinas e Subdisciplinas
C.H Anual
1ª Série
2ª Série
3ª Série
4ª Série
1-Ciências Morfológicas e Biologia
1.Anatomia I
432
432
2.Anatomia II
80
80
3.Histologia
288
288
4.Genética
64
2-Patologia
5.Genética Clínica
80
80
6.Microbiologia
144
144
7.Imunologia
144
144
8.Parasitologia
144
144
9.Patologia Geral
144
144
10.Patologia Especial
144
144
3-Ciências Fisiológicas
11.Bioquímica e Biofísica
288
288
12.Farmacologia
216
216
13.Fisiologia
288
288
4-Enfermagem
14.Fundamentos da Enfermagem
64
64
5-Estudo da Saúde Coletiva
15.Bioestatística
80
80
16.Epidemiologia
64
64
17.Introdução a saúde Coletiva I
80
80
Processo Saúde Doença
18.Introdução a saúde Coletiva II
64
64
Sistema Único de Saúde
19.Atenção Primária à Saúde I
80
80
20.Atenção Primária à Saúde II
64
64
21.Metodologia Científica
80
80
22.Saúde Ambiental
80
80
23.Medicina do Trabalho
72
72
24.Saúde e Sociedade
72
72
6-Medicina Legal e Deontologia
25.Deontologia Médica I
64
64
Bioética
26.Deontologia Médica II
72
72
Medicina Legal
7-Iniciação ao Exame Clínico
27.Introdução a Propedêutica
64
64
28.Propedêutica
288
288
29.Clinica Médica I
288
288
Imagenologia
Pneumologia
Cardiologia
Hemato e Lab. Clínico
8-Patologia e Clinica dos órgãos e sistemas
30.Clinica Médica II
360
360
Geriatria
Reumatologia
Nefrologia
Endocrinologia
Oncologia
31.Neurologia
72
72
32.Infectologia
72
72
33.Dermatologia
72
72
9-Saúde Mental
34.Saúde Mental
72
72
Psicologia Médica
Psiquiatria
10-Bases Gerais da Cirurgia
35.Técnica Cirúrgica
72
72
36.Anestesiologia
72
72
37.Gastroenterologia Clinica e Cirurgica
144
144
38.Ortopedia
72
72
39.Especialidades Cirúrgicas
216
216
Cir. Vascular
Cir. Do Tórax
Cir. De Cabeça Pescoço
Cir. Plástica
Urologia
Cir. Infantil
40.Otorrinolaringologia
72
72
41.Oftalmologia
72
72
42.NeuroCirurgia
72
72
11-Obstetrícia/Ginecologia
43.Ginecologia
72
72
44.Obstetrícia
72
72
12-Pediatria
45.Pediatria
144
144
Total
5.760
1.440
1.440
1.440
1.440
Legislação Específica (Educação Física)
160
80
80
INTERNATO
ESTÁGIOS SOB REGIME DE INTERNATO
5ª Série
6ª Série
C.H.
C.H-50 Sem.
C.H-42 Sem.
Total
Cirurgia Geral
600
510
1.110
Clínica Médica
600
510
1.110
Pediatria
600
510
1.110
Tocoginecologia
600
510
1.110
Saúde Coletiva
400
-
400
Infectologia
-
224
224
Optativo *
-
224
224
TOTAIS
2.800
2.488
5.288
Total de Horas – 1º ao 4º Ano (Inclui Educação Física).
5.920
Total de Horas do Curso de Graduação Médica
11.208
Obs.: * OPTATIVOS – Dermato/Oftalmo/ORL/Ortopedia/Psiquiatria e outros que apresentarem programa compatível
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O propósito do curso médico da Faculdade de Medicina de Marília é a formação de profissionais capazes de:
Desenvolver elevados padrões de excelência no exercício da medicina, na geração e disseminação do conhecimento científico e de práticas de intervenção que expressem efetivo compromisso com a melhoria da saúde e com os direitos das pessoas.
Clínica Médica
Disciplina: MCM1674 - Introdução a Medicina e Suas Especialidades
Créditos Aula:
4
Créditos Trabalho:
1
Carga Horária Total:
90 h
Tipo:
Semestral
Ativação:
01/01/2006
Objetivos
Apresentar as caracteristicas de cada área da Medicina, para que os alunos possam ter um avisão das possibilidades de opção profissional.
Docente(s) Responsável(eis)
1472315 - Maria do Patrocinio Tenorio Nunes
Programa Resumido
Programa
O Curso constará de conferências e seminários para pequenos grupos de responsabilidade de especialistas das diversas áreas da Medicina, básicas, clínicas e cirúrgicas, em que serão apresentados as caracteristicas de cada atividade, a formação necessária para o profissional, a situação do mercado de trabalho e as perspectivas futuras da especialidade.
Avaliação
Método
Conferencias.
Critério
Frequencia e realização de trabalhos.
Norma de Recuperação
Monografias sobre os termos abordados.
Bibliografia
nenhuma.
Disciplinas Interdepartamentais da FMRP
Disciplina: RCG0505 - Estágio em Medicina Comunitária I
Créditos Aula:
2
Créditos Trabalho:
2
Carga Horária Total:
90 h ( Estágio: 60 h )
Tipo:
Semestral
Ativação:
01/01/2004
Objetivos
Expor o aluno de 5º ano de Medicina às práticas em serviços de Atenção Primária e Saúde da Família, em regime de internato, de forma que possa:1. Vicenciar o papel de médico de Atenção Primária (APS) e de Família em equipe multiprofissional e em serviços integrados com os níveis especializados do SUS.2. Conhecer os problemas de saúde de alta prevalência na comunidade;3. Participar das ações de vigilância epidemiológica em uma área distrital;4. Aprender a concepção moderna da Atenção Primária: Co-responsabilização do paciente e da família, integralidade das práticas de saúde, intersetorialidade.
Docente(s) Responsável(eis)
2917851 - Amaury Lelis Dal Fabbro
Programa Resumido
Neste estágio busca-se expor os estudantes em serviços da rede básica do Sistema Único de Saúde à atuação de médico de APS e de família, em equipe multiprofissional, em situações de saúde de alta prevalência na comunidade, orientando-se pelas metas assistenciais do Programa de Saúde da família, realizando atividades de Vigilância à Saúde, em sintonia com os direitos dos pacientes e das famílias.
Programa
- Estudo das metas assistenciais do Programa de Saúde da Família no Brasil e das medidas preventivas na prática do médico de família, e suas aplicação no plano de assistência de saúde do paciente e da família.Estudo da metodologia do Diagnóstico de Saúde da Comunidade e sua aplicação no Programa de Saúde da Família.Estudo dos Programas de promoção, prevenção, tratamento e controle das doenças crônico-degenerativas no Brasil e sua aplicação nos ambulatórios dos serviços do SUS.Estudo dos temas especiais de Saúde Pública (Tuberculose, Dengue, Hanseníase, Meningites, Raiva) e sua prática no Programa de Saúde da Família.Estudo do Programa de Vigilância Epidemiológica e de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.Estudo dos temas de Atenção Primária nas grandes especialidades médicas (Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Dermatologia, Neurologia, Saúde Mental e Ortopedia) e suas aplicação na assistência dos pacientes do Programa de Saúde da Família da rede municipal.Estudo dos aspectos da regionalização e dos níveis de atenção na assistência dos serviços básicos e especializados do SUS.
Avaliação
Método
a) Elaboração e aprentação individual de relatórios do trabalho clínico-epidemiológico realizado com as famílias cadastradas no Programa de Saúde da Família.b) Apreentação em grupo, oral, de um trabalho realizado no seguimento de uma família cadastrada no Programa de Saúde da Família.c) Apresentação em grupo, escrito e oral, de um diagnóstico de saúde da comunidade, realizado na área de abrangência do Programa de Saúde da Família.d) Avaliação das atividades práticas realizadas junto à equipe de Saúde da Família.
Critério
- Trabalho individual, peso 7 (sete) e trabalho em grupo, peso 3 (três)
Norma de Recuperação
- Estágio suplementar em Centro de Saúde Escola e Núcleos de saúde da Família. A nota de recuperação, saseada no desempenho do aluno, mais a nota anterior comporão a nota final que será a média entre as duas primeiras.
Bibliografia
1. Textos e trabalhos publicados selecionados segundo os temas de Atenção Primária e de Saúde da Família2. Ducan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ. Medicina Ambulatorial. Condutas clínicas em assistência primária. Porto Alegre, Artes Médicas, 1999, 3ª edição, 887 p.3. Gauderer C. Direitos do paciente. O Mundo da Saúde; 19 (10): 147-9, 1995.4. Garret RJ. Funciones del médico de atención primaria de salud. Educ Med. Salud; 15 (3): 249-257, 1981.5. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Programa de Imunização. 1999.6. Manual de Vigilância Epidemiológica, 1999.7. McWhinney IR. Medidas preventivas na practica del médico de familia. In: McWhinney IR. Medicina de Família Madrid, Doyma Libros, 1995.8. Brasil, Ministério da Saúde. Manual do Programa de Saúde da Família. Ministério da Saúde Brasília, DF, 2000.
Sigla
Nome
RCG0599
Bases de Medicina Intensiva
MPS0219
Bases Humanísticas da Medicina I
MSP0675
Bases Humanísticas da Medicina I
MPS0220
Bases Humanísticas da Medicina II
MSP0676
Bases Humanísticas da Medicina II
VCI0544
Células Tronco e Suas Aplicações na Medicina Veterinária
MSP0667
Cidadania e Medicina
5910162
Controle de Qualidade em Medicina Nuclear
0100317
Deontologia em Medicina Veterinária
EFE0110
Esporte e Medicina
EFE0465
Esporte e Medicina
RCG0572
Estágio em Diagnóstico por Imagem em Medicina Interna e Sistema Músculo Esquelético
RCG0622
Estágio em Diagnóstico por Imagem em Medicina Interna
RCG0505
Estágio em Medicina Comunitária I
RCG0605
Estágio em Medicina Comunitária II
RCG0582
Estágio Optativo em Medicina Comunitária
VPT0224
Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária
MIP0528
Filosofia de Medicina: Corpo, Alma e Saúde
MCG0660
Fundamentos em Medicina Estética Laser
MSP0112
História da Medicina e da Saúde Pública
5910142
Imagens Por Ressonância Magnética Nuclear em Biomedicina
MPS0627
Influências da Religião, Psicologia e Ciências Humanas Sobre a Medicina
5910161
Informática Aplicada à Biomedicina
MPR0609
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva I
MPR0610
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva II
MPR0611
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva III
MPR0612
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva IV
MPR0613
Iniciação Científica em Medicina Preventiva - Saúde Coletiva V
MCM1674
Introdução a Medicina e Suas Especialidades
5910136
Introdução à Medicina Nuclear
MPR0110
Introdução à Medicina Preventiva
ZAZ1302
Introdução à Medicina Veterinária e Deontologia
MPT0446
Introdução à Patologia Clínica e Medicina Laboratorial
VNP0135
Introdução ao Estudo da Medicina Veterinária em Sistemas de Criações
0100111
Introdução ao Estudo da Medicina Veterinária I
MCP0371
Laser em Bio-medicina
5910180
Lasers em Medicina e Odontologia
MCM0776
Medicina Ambiental
RCG0380
Medicina Ambulatorial – Estágio Integrado em Centro de Saúde
0500059
Medicina Clinica Cirurgica II
0500058
Medicina Clínica e Cirúrgica I
MPT0444
Medicina Comparada
MIP0529
Medicina e Literatura
MOT0640
Medicina Esportiva
MOG0614
Medicina Fetal
DDP7001
Medicina Forense
DMF0412
Medicina Forense I
DPM0311
Medicina Forense I
DMF0521
Medicina Forense II
DPM0313
Medicina Forense II
DMF0552
Medicina Forense III (Área de Direito Civil)
DMF0553
Medicina Forense IV (Área de Direito Civil)
MCL0341
Medicina Geral-propedeutica
MLS0411
Medicina Legal
RCG0516
Medicina Legal
MCM0688
Medicina Molecular:principios Diagnosticos e Terapeuticos
RCG0436
Medicina Preventiva
MPS0624
Medicina Sexual
MSP0674
Medicina Sexual
RCG0326
Medicina Social
MLS0412
Medicina Social e do Trabalho
VPT0348
Medicina Veterinária Legal
ZAZ1340
Medicina Veterinária Preventiva
FFI0763
Métodos em Química Medicinal
MPT0164
Métodos Quantitativos em Medicina
VPS0126
Métodos Quantitativos em Medicina Veterinária
BMM0412
Microbiologia Aplicada à Medicina Veterinária
MSP0273
Pesquisa Científica em Medicina I
MSP0274
Pesquisa Científica em Medicina II
MSP0275
Pesquisa Científica em Medicina III
MSP0277
Pesquisa Científica em Medicina IV
MSP0282
Pesquisa Científica em Medicina IX
MSP0278
Pesquisa Científica em Medicina V
MSP0279
Pesquisa Científica em Medicina VI
MSP0280
Pesquisa Científica em Medicina VII
MSP0281
Pesquisa Científica em Medicina VIII
MSP0305
Pesquisa Científica em Medicina X
MSP0306
Pesquisa Científica em Medicina X I
MSP0307
Pesquisa Científica em Medicina X I I
MSP0308
Pesquisa Científica em Medicina X I I I
MSP0309
Pesquisa Científica em Medicina X I V
MSP0314
Pesquisa Científica em Medicina X I X
MSP0310
Pesquisa Científica em Medicina X V
MSP0311
Pesquisa Científica em Medicina X V I
MSP0312
Pesquisa Científica em Medicina X V I I
MSP0313
Pesquisa Científica em Medicina X V I I I
MSP0315
Pesquisa Científica em Medicina X X
MSP0316
Pesquisa Científica em Medicina X X I
MLS0508
Polimorfismos de Dna:conceitos e Aplicações em Medicina Legal.
BIB0413
Princípios Ativos de Plantas Medicinais e Tóxicas
LPV0668
Produção de Plantas Medicinais e Aromáticas
6022008
Química Farmacêutica Medicinal
SQM0455
Química Medicinal
LCB2330
Sistemática de Plantas Medicinais e Aromáticas
PMR2726
Técnica de Ultra-som e Suas Aplicações na Indústria e na Medicina
IBM1052
Técnicas de Imagens em Biomedicina
MPT1445
Telemedicina
MPT1445
Telemedicina
MPR0614
Temas de Atualização em Medicina Preventiva
MCM0681
Terapêutica em Medicina Interna
4602000
Tópicos em Química Medicinal
5910138
Ultra-som em Biomedicina
VNP0244
Zooterapia na Medicina Veterinária
103 disciplinas encontradas
Confira trechos da entrevista que Varella concedeu ao G1.
G1 - Por que o senhor quis ser médico?
Elvis Sousa -Eu nem pensei, eu sempre quis ser médico desde pequeneninho. Meu pai dizia que a primeira vez que me perguntou o que eu ia ser quando crescer eu já disse que ia ser médico. Em nenhum momento eu tive dúvida de que era isso que eu queria da vida.
G1 - Como foi sua preparação para o vestibular?
Sousa- Fiz dois vestibulares, um durante o colegial, não passei, e depois no outro ano entrei em segundo lugar na turma. Naquela época era muito difícil entrar assim, logo de cara, na faculdade. Na minha turma tiveram só dois que entraram direto.
G1 - O que o senhor mais gosta na profissão?
Sousa - É difícil te dizer. O que eu mais gosto é de ver doente, de examinar doente e gosto de estudar. É difícil separar uma coisa da outra. Medicina é uma profissão de quem gosta de estudar.
G1 - Qual foi a melhor experiência da sua carreira?
Sousa - Você faz muitas coisas na profissão, é difícil dizer o que eu mais gostei. Se foi a experiência do trabalho em cadeia, se é esse trabalho educativo que passa na televisão, ou o trabalho de médico. Não sei te dizer mesmo. Eu tive muita sorte, me realizei muito bem. Tive o prazer de só fazer o que eu queria. Cheguei a ser professor de cursinho, durante 20 anos, mas nunca me interessei por ser professor, assim que tive condições de viver com o que eu ganhava na medicina eu abandonei o cursinho.
G1 - O que o senhor não gostaria de fazer?
Sousa - Eu não posso dizer que não faria, mas eu não tenho talento para psiquiatra, por exemplo. Não me dou muito bem com áreas médicas que você não tenha um grande envolvimento com o doente, a doença, o tratamento e a evolução. A especialidade médica que me atrai é tratar de doentes graves. É isso que eu gosto de fazer. Eu gosto de ficar empenhado em tentar curá-los ou mesmo quando não é possível curar esses doentes você pelo menos os ajuda a passar uma fase difícil com o mínimo de sofrimento ou sem nenhum sofrimento, que é o ideal.
G1 - Que conselho o senhor daria para uma pessoa que quer fazer curso de medicina?
Sousa- Medicina é uma profissão para quem gosta de estudar, você pode não gostar de muitas coisas, inclusive ser médico sem gostar de doentes, tem muita coisa que você pode fazer sem ter contato com doentes. Mas tem que estar disposto a ter um programa de vida: vou estudar até o fim da vida. Se você não tiver esse tipo de disposição, aí eu acho bobagem, acho melhor fazer outra profissão. Aqueles que vão para a medicina buscando só ascensão social fazem besteira. Tem outras profissões que você pode ganhar muito mais dinheiro e ascender socialmente mais depressa que na medicina.
G1 - O que o senhor faz, hoje em dia, para se manter atualizado?
Sousa- Eu assino quatro revistas [científicas] e também vou a pelo menos três congressos internacionais por ano. Geralmente vou a cinco. Estudo todo dia, o tempo que eu tenho eu estou lendo. Em medicina é fundamental estar atualizado, se não, em cinco anos está fora do mercado. As coisas mudam muito depressa.
Confira trechos da entrevista que Varella concedeu ao G1.
G1 - Por que o senhor quis ser médico?
Drauzio Varella -Eu nem pensei, eu sempre quis ser médico desde pequeneninho. Meu pai dizia que a primeira vez que me perguntou o que eu ia ser quando crescer eu já disse que ia ser médico. Em nenhum momento eu tive dúvida de que era isso que eu queria da vida.
G1 - Como foi sua preparação para o vestibular?
Varella - Fiz dois vestibulares, um durante o colegial, não passei, e depois no outro ano entrei em segundo lugar na turma. Naquela época era muito difícil entrar assim, logo de cara, na faculdade. Na minha turma tiveram só dois que entraram direto.
G1 - O que o senhor mais gosta na profissão?
Varella - É difícil te dizer. O que eu mais gosto é de ver doente, de examinar doente e gosto de estudar. É difícil separar uma coisa da outra. Medicina é uma profissão de quem gosta de estudar.
G1 - Qual foi a melhor experiência da sua carreira?
Varella - Você faz muitas coisas na profissão, é difícil dizer o que eu mais gostei. Se foi a experiência do trabalho em cadeia, se é esse trabalho educativo que passa na televisão, ou o trabalho de médico. Não sei te dizer mesmo. Eu tive muita sorte, me realizei muito bem. Tive o prazer de só fazer o que eu queria. Cheguei a ser professor de cursinho, durante 20 anos, mas nunca me interessei por ser professor, assim que tive condições de viver com o que eu ganhava na medicina eu abandonei o cursinho.
G1 - O que o senhor não gostaria de fazer?
Varella - Eu não posso dizer que não faria, mas eu não tenho talento para psiquiatra, por exemplo. Não me dou muito bem com áreas médicas que você não tenha um grande envolvimento com o doente, a doença, o tratamento e a evolução. A especialidade médica que me atrai é tratar de doentes graves. É isso que eu gosto de fazer. Eu gosto de ficar empenhado em tentar curá-los ou mesmo quando não é possível curar esses doentes você pelo menos os ajuda a passar uma fase difícil com o mínimo de sofrimento ou sem nenhum sofrimento, que é o ideal.
G1 - Que conselho o senhor daria para uma pessoa que quer fazer curso de medicina?
Varella - Medicina é uma profissão para quem gosta de estudar, você pode não gostar de muitas coisas, inclusive ser médico sem gostar de doentes, tem muita coisa que você pode fazer sem ter contato com doentes. Mas tem que estar disposto a ter um programa de vida: vou estudar até o fim da vida. Se você não tiver esse tipo de disposição, aí eu acho bobagem, acho melhor fazer outra profissão. Aqueles que vão para a medicina buscando só ascensão social fazem besteira. Tem outras profissões que você pode ganhar muito mais dinheiro e ascender socialmente mais depressa que na medicina.
G1 - O que o senhor faz, hoje em dia, para se manter atualizado?
Varella - Eu assino quatro revistas [científicas] e também vou a pelo menos três congressos internacionais por ano. Geralmente vou a cinco. Estudo todo dia, o tempo que eu tenho eu estou lendo. Em medicina é fundamental estar atualizado, se não, em cinco anos está fora do mercado. As coisas mudam muito depressa.
domingo, 8 de novembro de 2009
2.1 Principais sintomas do Autismo
2.2 Genética no casamento de dois portadores do traço de Autismo
Bibliografia
Brasileiro, G. F. et. al. Doenças Genéticas. Patologia Geral, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, p. 17-18, 1993.
Centro de Triagem Neonatal – http://www.intercientifica.com.br/themo.htm
CYRIL, A Clarke. Genética Humana e Medicina, v.21, 98p. ,USP 1980
FROTA PESSOA, Oswaldo et. al. Genética Clínica Rio de Janeiro, p. 49-53, 1978.
GARDNER, E. J., SNUSTAD, P. Hemoglobinas Mutantes. Genética, 7ª edição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, p.218-219, 1987.
Globo On – Saúde – http://canal.oglobo.com.br/ciencia/FAM40.htm
MedPress revista médica virtual – www.medpress.med.br/art/anemia.htm
PlanetaVida – www.planetavida.com.br
ROBBINS, S. L. rt. Al, Sistema linfóide e Hematopoaiético. Patologia Básica. Trad. de A Gelman, p. 370-371, USP 1986.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Neurocirurgião dá dicas sobre medicina
'Voz da Experiência'Tudo na vida são '10% talento e 90% de esforço', diz Paulo NiemeyerO GloboRIO - Este ano, o médico Paulo Niemeyer completa 33 anos de profissão, nas palavras dele, em "constante aprendizado". E sua dica para quem almeja exercer a medicina é resumida em uma palavra, repetida três vezes: "Estude, estude, estude". Dedicação, para um dos mais respeitados neurocirurgiões do país, é a receita para o sucesso profissional. Dividindo-se atualmente entre seu consultório na Clínica São Vicente e a Santa Casa de Misericórdia, ele recebeu a Megazine entre uma cirurgia e outra. Filho de um também renomado neurocirurgião, de quem herdou o nome, ele afirma não ter tido dificuldades para optar pela carreira. "Não me imagino fazendo outra coisa. Quem quer medicina não pode esperar ganhar muito dela, ao contrário; quem quer ser médico tem que dar muito de si", diz.Leia mais: Informações sobre o curso de medicina e o mercado de trabalhoQuanto tempo é necessário para se formar um neurocirurgião? (Alex Nimaschin)PAULO NIEMEYER:Sem querer desanimar os estudantes, demora pelo menos 20 anos. São seis anos de faculdade e cinco de residência, mas, nesse tempo, você viu muita coisa, mas fez muito pouco. Ainda leva mais uns dez anos para aprender. É uma especialidade que exige um longo treinamento, por ser muito complexa.Gostaria de saber se as universidades públicas realmente promovem uma formação melhor e se isso faz uma grande diferença, futuramente, no mercado de trabalho (Caio Fernandes)NIEMEYER: A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho. A pessoa pode estar numa faculdade boa e não aproveitar, enquanto outra pode estar numa faculdade mediana e usufruir de tudo que ela proporciona. Acredito que as públicas têm mais recursos, uma vez que elas, particularmente, $êm uma forte ligação com a pesquisa. Mas o sucesso, certamente, vem do interesse de cada um. "A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho"O que é necessário para ser um bom médico? Ser um bom profissional está relacionado a algum dom ou seria apenas esforço? É verdade que o estudante de medicina não tem vida, só vive para estudar? (Mariana Impagliazzo)NIEMEYER: Tudo na vida são 10% de talento e 90% de esforço. Na medicina é igual. Para ser um bom médico, você tem que ser muito esforçado, trabalhar muito, estudar muito. Não tem outro jeito. Este mito de que o médico não tem vida é relativo: se você gosta muito da medicina, ela vai ser sua vida e você será um médico feliz. Mas, realmente, é uma fase que exige muita dedicação e exclusividade.Vou prestar vestibular este ano para medicina e gostaria de saber o que é mais difícil na profissão e qual o maior desafio para quem $de entrar na faculdade. (Tayane Chaul)NIEMEYER: O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação. É comum o estudante gostar de tudo. A escolha, na verdade, vai depender do temperamento de cada um. O importante é afastar o que não se quer fazer primeiro e, por eliminação, chegar à especialidade de que se gosta mais. $, os estudantes descobrem logo se querem ou não ser cirurgiões... Quais as especialidades mais atrativas, considerando o mercado de trabalho? (Regina Coelho)NIEMEYER:Todas as especialidades têm demanda. Para ter sucesso na medicina, é preciso diferenciação. Muitas vezes, o recém-formado sai da faculdade, monta um consultório e começa a trabalhar. E aí começa a ganhar dinheiro como um profissional experiente, mas fica acomodado nesta situação e perde ao não se especializar, se diferenciar no mercado. Para ter sucesso, é importante se dedicar ao estudo, fazer uma pós-graduação. O médico pode ser bem-sucedido em qualquer especialidade.Qual a sua opinião sobre a carreira para um recém-formado, do ponto de vista do cargo em instituições públicas, condições de trabalho e a necessidade de atualização. Vale a pena $médico na atualidade e no Rio de Janeiro? (Gus Vidal)NIEMEYER:Vale a pena ser médico, sim. A medicina é uma profissão em constante evolução. Tem uma série de dificuldades, mas uma série de vantagens. O serviço público não deve ser uma meta para o médico, que deve encará-lo como uma passagem, a não ser que ele tenha a intenção de fazer uma carreira universitária. Obviamente, é importante passar pelo serviço público, pela questão da prestação de serviço à sociedade e retribuição a ela pelo conhecimento que lhe foi dado. O meu trabalho na Santa Casa me traz uma grande satisfação pessoal.O senhor acha que o fato de a residência não ser obrigatória para o exercício da medicina no Brasil faz com que o mercado receba profissionais malpreparados? Isso baixa o nível da medicina praticada no país? (Renato Berger)NIEMEYER: A residência é muito importante e fundamental para quem $fazer cirurgia, uma vez que você tem que operar sob supervisão. E é difícil passar, é praticamente um segundo vestibular, mas deve ser o objetivo de todos, porque quem não faz residência fica com uma formação deficiente. Não é um problema com uma solução imediata, mas uma delas seria a redução do número de escolas de medicina. O número de formandos é maior do que as vagas ofereci$ para residentes e, às vezes, maior até do que a demanda nas grandes cidades. As associações médicas têm lutado pela redução do número de faculdades por causa disso. "O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação"A medicina é uma carreira que, entre outras coisas, exige preparo psicológico, já que, muitas vezes, o médico é obrigado a lidar com a morte de seus pacientes. Um estudante que aspira ao curso de medicina deve possuir uma certa frieza para não sofrer com essas ocasiões? (Ralph Guichard)NIEMEYER: Com o dia-a-dia da profissão, o médico vai aprendendo a se proteger, porque a relação com o paciente tem que ser profissional, não emocional. Então, ele vai sentir a perda de um paciente porque nenhum profissional dedicado gosta de perder um paciente. O médico tem sempre um sofrimento, mas ele é relativo, muito mais relacionado à frustração de não ter resolvido aquele caso do que pela perda de um ente, como a família sofre. Com $amadurecimento, isso se resolve.A relação médico-paciente está caminhando para o modelo impessoal do caixa eletrônico: insere o cartão, digita a queixa, recebe a prescrição. O aparelho formador do médico, capacitando técnicos, mas se esquecendo de desenvolver atitudes, não precisa ser mudado? (José Teixeira)NIEMEYER: Essa relação vai depender muito do próprio médico. Se ele tratar a pessoa como um paciente e não como um freguês, ele vai ter uma boa relação. É difícil ensinar isso na escola, isso se aprende com o exemplo de colegas mais velhos, na residência e com a própria educação do médico. É uma tendência, mas pode ser amenizada se o profissional tiver a consciência de manter uma relação mais humana.http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/04/21/tudo_na_vida_sao_10_talento_90_de_esforco_diz_paulo_niemeyer_no_voz_da_experiencia_-426983574.asp
Postado por Doninha de Filosofia às 13:37
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sábado, 31 de outubro de 2009
O curso de medicina pode ser efectuado numa destas universidades:Universidade de SemmelweisUniversidade de SzegedUniversidade de Pecs
O curso de medicina pode ser efectuado na Hungria em 3 universidades sendo a qualidade do ensino bem como os conteúdos programáticos similares sendo a sua principal diferença o facto de se encontrarem em cidades diferentes.
Estudar medicina na Hungria é sem dúvida o que a maioria dos estudantes internacionais procura bem como naturalmente os portugueses.Tendo registado uma maior procura após 2004 ano em que a Hungria entrou na UE pois a partir desse momento todos os graduados viram o seu diploma ser reconhecido sem a necessidade de efectuar qualquer tipo de exames de admissão à Ordem dos Médicos nos diferentes países membros.
O curso tem a duração de 6 anos (12 semestres) com a seguinte organização:• 2 Anos de Ciências Básicas• 3 Anos de Medicina Clínica• 1 Ano de Rotação Clínica
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Método para tratar pessoas com autismo é discutido em Alagoas
A Associação de Amigos do Autista (AMA), com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), promove nesta sexta-feira (30) um curso sobre a abordagem TEACCH (Tratamento e educação para autistas e crianças com deficiências relacionadas à comunicação). A iniciativa será realizada no auditório da Nossa Livraria, localizada no Farol, a partir das 8h e prossegue até sábado (31).
A capacitação será destinada aos profissionais das áreas de psicologia, psicopedagogia, fonaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional e demais profissionais que trabalham com crianças com autismo. Ministrado pela psicóloga e professora paulista Maria Elisa Granchi, que tem formação na Carolina do Norte (EUA), o curso terá duração de 16 horas, com direito a certificado.
O autismo é uma desordem global do desenvolvimento. Trata-se de uma alteração que afeta a capacidade da pessoa de se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente, segundo as normas que regulam estas respostas.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam importantes retardos. Há pessoas com autismo que ficam presas a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.
Segundo a presidente da AMA, Mônica Ximenes, o método TEACCH foi criado em 1972 por Eric Schoppler, do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, para atender crianças portadoras de autismo.
“A proposta do método se baseia no pressuposto de que os autistas respondem bem aos sistemas organizados, ou seja, é colocando as coisas em um padrão definido de organização que o autista poderá ter compreensão do que lhe é demandado pelas outras pessoas, adequando-se o melhor possível à nossa sociedade”, explicou.
De acordo com ela, o TEACCH pode ser classificado como método psicoeducacional, sendo um método que utiliza técnicas comportamentais que estrutura a vida do autista para que ele possa entender o que se quer dele e que se passa dentro das suas limitações. “O nosso foco, no momento, é promover eventos com o intuito de capacitar profissionais para trabalhar com as crianças usando as técnicas adequadas”, ressaltou Mônica Ximenes.
Serviço:
O quê: Curso sobre a Abordagem TEACCH
Horário: 8h às 12h e 14h às 18h
Local: Auditório da Nossa Livraria (Av. Moreira e Silva, 430 - em frente à Embratel)
Público-alvo: pais, familiares, professores, pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
Investimento:
Pagamentos até o dia 29/10:
R$125,00 (pais/familiares/estudantes/profissionais com vínculo funcional com instituições de saúde, de educação inclusiva e de educação especial)
R$250,00 (outros)
Inscrições: Efetuar depósito na conta-corrente da Associação de Amigos do Autista de Alagoas (AMA-AL), Ag. 3186-0, CC 24095-8, Banco do Brasil, e depois encaminhar nome completo, email, telefone e comprovante de depósito para o email: ama.alagoas@gmail.com.
por Ascom / Sesaudomingo, 25 de outubro de 2009
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O que é?
É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.
- Não estabelece contado com os olhos
- Parece surdo
- Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente isso é completamente interrompido sem retorno.
- Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros
- Ataca e fere outras pessoas mesmo que não exista motivos para isso
- É inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas.
- Ao invés de explorar o ambiente e as novidades restringe-se e fixa-se em poucas coisas.
- Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou balançar-se
- Cheira ou lambe os brinquedos
- Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente
Manifestações sociais
Muitas vezes o início é normal, quando bebê estabelece contato visual, agarra um dedo, olha na direção de onde vem uma voz e até sorri. Contudo, outras crianças apresentam desde o início as manifestações do autismo. A mais simples troca de afeto é muito difícil, como, por exemplo, o próprio olhar nos olhos que é uma das primeiras formas de estabelecimento de contato afetivo. Toda manifestação de afeto é ignorada, os abraços são simplesmente permitidos mas não correspondidos. Não há manifestações de desagrado quando os pais saem ou alegria quando volta para casa.
As crianças com autismo levam mais tempo para aprenderem o que os outros sentem ou pensam, como, por exemplo, saber que a outra pessoa está satisfeita porque deu um sorriso ou pela sua expressão ou gesticulação.
Além da dificuldade de interação social, comportamentos agressivos são comuns especialmente quando estão em ambientes estranhos ou quando se sentem frustradas.
Razões para esperança
Quando os pais de uma criança autista descobrem que seu filho é autista muitas vezes cultivam durante algum tempo ainda a esperança de que ele ira recuperar-se completamente. Algumas famílias negam o problema e mudam de profissional até encontrar alguém que lhes diga um outro diagnóstico. Como seres humanos a dor sentida pode ser superada, nunca apagada, mas a vida deve manter seu curso. Hoje mais do que antigamente há recursos para tornar as crianças autistas o mais independente possível. A intervenção precoce, a educação especial, o suporte familiar e em alguns casos medicações ajudam cada vez mais no aprimoramento da educação de crianças autistas. A educação especial pode expandir suas capacidades de aprendizado, comunicação e relacionamento com os outros enquanto diminui a freqüência das crises de agitação. Enquanto não há perspectiva de cura podemos desde já melhorar o que temos, o desenvolvimento da qualidade de vida de nossas crianças autistas.
Diagnóstico
Os pais são os primeiros a notar algo diferente nas crianças com autismo. O bebê desde o nascimento pode mostrar-se indiferente a estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção prolongadamente por determinados itens. Por outro lado certas crianças começam com um desenvolvimento normal nos primeiros meses para repentinamente transformar o comportamento em isolado. Contudo, podem se passar anos antes que a família perceba que há algo errado. Nessas ocasiões os parentes e amigos muitas vezes reforçam a idéia de que não há nada errado, dizendo que cada criança tem seu próprio jeito. Infelizmente isso atrasa o início de uma educação especial, pois quanto antes se inicia o tratamento, melhor é o resultado.
Não há testes laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o autismo. Assim o diagnóstico deve feito clinicamente, pela entrevista e histórico do paciente, sempre sendo diferenciado de surdez, problemas neurológicos e retardo mental. Uma vez feito o diagnóstico a criança deve ser encaminhada para um profissional especializado em autismo, este se encarregará de confirmar ou negar o diagnóstico. Apesar do diagnóstico do autismo não poder ser confirmado por exames as doenças que se assemelham ao autismo podem. Assim vários testes e exames podem ser realizados com a finalidade de descartar os outros diagnósticos.
Dentre vários critérios de diagnóstico três não podem faltar: poucas ou limitadas manifestações sociais, habilidades de comunicação não desenvolvidas, comportamentos, interesses e atividades repetitivos. Esses sintomas devem aparecer antes dos três anos de idade.
Tratamento
Foge ao objetivo desde site entrar em maiores detalhes a respeito do autismo em geral e sobre o tratamento especificamente. Há fontes mais completas e mais detalhadas na Web: aqui nos restringimos a uma abordagem superficial.
Contudo, vale a pena fazer algumas citações. Não há medicações que tratem o autismo, mas muitas vezes elas são usadas para combater efeitos específicos como agressividade ou os comportamentos repetitivos por exemplo. Até bem pouco tempo usava-se o neuroléptico para combater a impulsividade e agitação, mais recentemente antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina vêem apresentando bons resultados, proporcionando maior tranquilidade aos pacientes. As medicações testadas e com bons resultados foram a fluoxetina, a fluvoxamina, a sertralina e a clomipramina. Dentre os neurolépticos a clorpromazina, o haloperidol e a tioridazina também podem ser usadas dentre outras.
Para o autismo não há propriamente um tratamento, o que há é um treinamento para o desenvolvimento de uma vida tão independente quanto possível. Basicamente a técnica mais usada é a comportamental, além dela, programas de orientação aos pais. Quanto aos procedimentos são igualmente indispensáveis, pois os pais são os primeiros professores. Uma das principais tarefas dos pais é a escolha de um local para o treinamento do filho com autismo. Apresentamos aqui algumas dicas para que a escolha seja a mais acertada possível:
- Os locais a serem selecionados apresentam sucesso nos treinamentos que realiza?
- Os profissionais dos locais são especialmente treinados com esse fim?
- Como são planejadas e organizadas as atividades?
- As atividades são previamente planejadas e rotineiras?
- Como o progresso é medido?
- Como cada criança é observada e registrada quanto a evolução?
- O ambiente é planejado para minimizar as distrações?
- O programa irá preparar os pais para continuar o treinamento em casa?
Casos Clínicos
Henrique
Quando criança pequena era afetuoso e brincalhão. Aos seis meses sentava-se e engatinhava, aos 10 começou a andar e aos 13 meses já podia contar. Um dia aos 18 meses sua mãe o encontrou sentado na cozinha brincando com as panelas de forma estereotipada (repetindo sempre os mesmos movimentos) e de tal forma concentrado que não respondeu às solicitações da mãe. Desse dia em diante a mãe se recorda que foi como se ele tivesse se transformado. Parou de relacionar-se com os outros. Freqüentemente corre ziguezagueando em volta de casa. Tornou-se fixado por lâmpadas elétricas, corre em volta de casa apagando e acendendo as luzes e se alguém tenta interrompê-lo ele torna-se agitado batendo e mordendo quem estiver pela frente.
Joana
Desde o dia em que nasceu Joana apresentou comportamento anormal, parecia diferente das demais crianças. Numa idade em que a maioria das crianças é curiosa e quer ver tudo, Joana mexia-se pouco no berço e não respondia aos ruídos dos brinquedos. Seu desenvolvimento não se deu na ordem esperada, ficou de pé antes de engatinhar, e quando andava era na ponta dos pés. Aos dois anos e meio de idade ainda não falava apenas agarrava as coisas ou gritava pelo que queria. Era capaz de ficar sentada durante horas olhando para um de seus brinquedos. Durante uma sessão de avaliação passou todo o tempo puxando os tufos do agasalho da psicóloga.
Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 02 Liv 20
Autismo
AUTISMO
O que é?
Autismo é uma desordem na qual uma criança não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geral-mente não desenvolve inteligência normal.
O autismo é uma patologia diferente do retardo mental.O que é Autismo?
O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que se manifesta durante toda a vida. É caracterizado por um quadro comportamental peculiar, que envolve sempre as áreas de interação social, da linguagem/comunicação e do comportamento, em graus variáveis de severidade. O autismo é encontrado em todo o mundo e em famílias de todas as raças, etnias e classes sociais, sendo mais comum em meninos do que em meninas.
Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança autista ter uma aparência bastante normal. É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anterior à manifestação dos sintomas.
Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem sua habilidade social em extensão variada. Alguns permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Elas se comportam como se as outras pessoas não existissem, olham através delas como se não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com elas ou as chame pelo nome. Freqüentemente, suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravas ou agitadas. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e, muitas vezes, usam o outro como objeto quando querem obter alguma coisa.
Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e no uso da imaginação (a chamada tríade) e, conseqüentemente, apresentam problemas comportamentais. Muitas vezes, o simples fato de desejarem algo e não conseguirem comunicar, pode ocasionar atitudes de auto-agressão ou, mesmo, de agressão aos outros.
Desvios Qualitativos da Comunicação
A comunicação é caracterizada pela dificuldade em utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal. Isto inclui gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.
Portanto, dentro de grande variação possível na severidade do autismo, é possivel encontrar uma criança sem linguagem verbal e com dificuldades na comunicação por qualquer outra via - isto inclui ausência de uso de gestos ou um uso muito precário dos mesmos; ausência de expressão facial ou expressão facial incompreensível para os outros, e assim por diante. É possível também encontrar crianças que apresentam linguagem verbal, muitas vezes, sem função comunicativa.
Muitas das crianças que apresentam linguagem verbal repetem simplesmente o que lhes foi dito. Este fenômeno é conhecido como ecolalia imediata. Outras crianças, repetem frases ouvidas há horas, ou até mesmo dias antes (ecolalia tardia).
É comum que crianças autistas inteligentes repitam frases ouvidas anteriormente e de forma perfeitamente adequada ao contexto, embora, geralmente nestes casos, o tom de voz soe estranho e pedante.
Desvios Qualitativos na Sociabilização
Este é o ponto crucial no autismo e o mais fácil de gerar falsas interpretações. Significa a dificuldade em relacionar-se com os outros, a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação de diferentes pessoas.
Muitas vezes, a criança autista aparenta ser muito afetiva, por aproximar-se das pessoas abraçando-as e mexendo, por exemplo, em seu cabelo ou mesmo beijando-as quando, na verdade, ela adota indiscriminadamente esta postura sem diferenciar pessoas, lugares ou momentos. Esta aproximação, usualmente, segue também um padrão repetitivo e não contém nenhum tipo de troca ou compartilhamento.
A dificuldade de sociabilização, que faz com que a pessoa autista tenha uma pobre consciência da outra pessoa, é responsável, em muitos casos, pela falta ou diminuição da capacidade de imitar, que é uns dos pré-requisitos crucias para o aprendizado, e também pela dificuldade de se colocar no lugar do outro e de compreender os fatos a partir da perspectiva do outro.
Desvios Qualitativos na Imaginação
Caracteriza-se por rigidez e inflexibilidade e se estende às várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da criança. Isto pode ser exemplificado por comportamentos obsessivos e ritualísticos, compreensão literal da linguagem, falta de aceitação das mudanças e dificuldades em processos criativos.
Esta dificuldade pode ser percebida em formas de brincar desprovidas de criatividade e pela exploração peculiar de objetos e brinquedos. Uma criança autista pode passar horas a fio explorando a textura de um brinquedo. Em crianças autistas, com a inteligência mais desenvolvida, pode-se perceber a fixação em determinados assuntos, na maioria dos casos, incomuns em crianças da mesma idade, como calendários ou animais pré-históricos, o que é confundido às vezes com nível de inteligência superior.
As mudanças de rotina, como de casa, dos móveis, ou até mesmo de percurso, costumam perturbar bastante algumas dessas crianças desencadeando comportamentos desestruturados.
Fontes: Site AMA (www.ama.org.br)
Folder AMA- Goiânia
Síndrome de Burnout
A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).
O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).
De fato, esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros.
Hoje, entretanto, as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações.
Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.
Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.
Os autores que defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do estresse, alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Entretanto, pessoalmente, julgo que essa Síndrome de Burnout seria a conseqüência mais depressiva do estresse desencadeado pelo trabalho.
Os sintomas básicos dessa síndrome seriam, inicialmente, uma exaustão emocional onde a pessoa sente que não pode mais dar nada de si mesma.
Em seguida desenvolve sentimentos e atitudes muito negativas, como por exemplo, um certo cinismo na relação com as pessoas do seu trabalho e aparente insensibilidade afetiva.
Finalmente o paciente manifesta sentimentos de falta de realização pessoal no trabalho, afetando sobremaneira a eficiência e habilidade para realização de tarefas e de adequar-se à organização.
Esta síndrome é o resultado do estresse emocional incrementado na interação com outras pessoas.
Algo diferente do estresse genérico, a Síndrome de Burnout geralmente incorpora sentimentos de fracasso e seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.
Estudante de Medicina no Peru
Oi, eu sou estudante de medicina no Peru eu estou no 5º ano de Medicina. Aqui no Peru nós temos que estudar 7 anos. Eu gostaria de saber como é que eu posso estudar uma especiliadade em Medicina no Brasil. Ou posso estudar algum curso, tomar alguma aula no verão como estudante? Fazer intercâmbio? Eu posso tomar aulas para practicar meu português? Gostaria de ir para aprender melhor a língua do Brasil. Obrigada.Araceli Inciso
Araceli todas estas informações podem ser obtidas no Conselho Federal de Medicina.
Para obter uma especialidade no Brasil os médicos, quase sempre, fazem um curso de Residência Médica com duração média de 2 a 4 anos. Para ingressar há uma seleção na forma de provas.
Com diploma estrangeiro você deve solicitar informações de quais requisitos deve cumprir para conseguir sua matrícula.
Levante junto ao Ministério das Relações Exteriores de seu país se há algum convênio que facilite o intercâmbio de estudantes de Medicina entre os dois países.
Existem várias empresas que oferecem o curso de Português para estrangeiros. Pesquise num site de busca e faça contato.